2025/12 — Stf Confirma Prisão De Ex Diretor Da Prf Silvinei Vasques Após Fuga Para El Salvador

2025/12 — STF Confirma Prisão de Ex-Diretor da PRF Silvinei Vasques Após Fuga para El Salvador

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Fuga Frustrada e Detenção no Paraguai

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, teve sua prisão preventiva mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após ser detido no Aeroporto de Assunção, no Paraguai, na última sexta-feira. Vasques tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador, munido de documentos paraguaios, em uma tentativa de fuga do Brasil. Ele foi entregue às autoridades brasileiras na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este, e posteriormente transferido para Brasília.

Audiência de Custódia e Encaminhamento

Chegando a Brasília no início da tarde de sábado, Silvinei Vasques passou por audiência de custódia, confirmada por sua defesa. A prisão preventiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre a trama golpista no STF. Atualmente, o ex-diretor da PRF está detido na Superintendência da Polícia Federal, onde também realizou exame de corpo de delito. Ele deve ser encaminhado para a Papudinha, ala da penitenciária da Papuda onde já se encontra o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres.

Detalhes da Fuga e Investigação

Segundo a Polícia Federal (PF), o plano de fuga de Vasques envolveu o rompimento da tornozeleira eletrônica e a saída de sua residência em São José (SC) na noite de Natal. Ele utilizou um carro alugado e documentos paraguaios falsos, em nome de Julio Eduardo Baez Fernandez, para tentar deixar o país. Imagens de segurança registraram Vasques carregando pertences em um carro na véspera de Natal. A fuga só foi notada na madrugada do dia 25 de dezembro, quando o sinal da tornozeleira eletrônica foi interrompido. A tornozeleira violada não foi encontrada.

Condenação e Contexto Político

Silvinei Vasques, que chefiou a PRF durante o governo de Jair Bolsonaro, foi condenado há dez dias pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão por sua participação em uma suposta trama golpista. As investigações apontam que, nas semanas que antecederam o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Vasques teria promovido o uso político da estrutura da PRF, intensificando fiscalizações e blitze em rodovias do Nordeste com o objetivo de dificultar o voto de eleitores simpatizantes do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Depoimentos e mensagens de autoridades corroboram a acusação de que a ação teria sido planejada com o aval do então ministro da Justiça, Anderson Torres.

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