Violência e Mortes em Manifestações no Irã
As manifestações que varrem o Irã em protesto contra a deterioração das condições econômicas resultaram em pelo menos três mortos e 17 feridos, de acordo com informações da mídia iraniana e grupos de direitos humanos divulgadas nesta quinta-feira (1º). Os protestos, os maiores desde 2022, têm sido marcados por confrontos entre manifestantes e a polícia em várias províncias do país.
Confrontos e Acusações de Armamento
Relatos indicam que manifestantes atiraram pedras contra policiais e incendiaram carros, enquanto a agência de notícias Fars afirmou que indivíduos armados teriam se aproveitado dos protestos. A Fars também informou, sem apresentar provas, que a polícia confiscou armas de fogo de alguns indivíduos. Na província de Chaharmahal e Bakhtiari, pelo menos duas pessoas morreram em confrontos no condado de Lordegan. Vídeos não verificados nas redes sociais mostram manifestantes arremessando pedras contra policiais. A Fars também relatou que manifestantes atacaram o gabinete do governador, bancos e outros prédios governamentais.
Primeira Vítima e Repressão Policial
A primeira morte conhecida ligada aos protestos ocorreu na noite de quarta-feira (31), quando um membro da milícia paramilitar Basij foi morto e outros 13 ficaram feridos na cidade de Kuhdasht, província de Lorestan, segundo a mídia estatal. A milícia Basij é frequentemente utilizada pelo regime para reprimir manifestações. Até o momento, vinte pessoas foram presas em Kuhdasht, e outras 30 no condado de Malard, província de Teerã, sob a acusação de “perturbação da ordem pública”.
Contexto Econômico e Apelo Internacional
Lojistas, comerciantes e estudantes têm ido às ruas em diversas cidades, entoando slogans contra o regime em resposta à desvalorização histórica da moeda iraniana. Os protestos refletem a crescente insatisfação popular com a situação econômica e a busca por maior respeito às vozes e direitos dos cidadãos. Diante dos relatos de intimidação, violência e prisões, os Estados Unidos expressaram preocupação e pediram o fim da repressão, com o presidente Donald Trump afirmando que o país intervirá caso manifestantes pacíficos sejam mortos violentamente.

