Rússia Acusa Eua De ‘agressão Armada’ Na Venezuela Após Ataque E Captura De Maduro

Rússia Acusa EUA de ‘Agressão Armada’ na Venezuela Após Ataque e Captura de Maduro

Noticias do Dia

Rússia Condena Ação Americana na Venezuela

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou neste sábado (3) as ações dos Estados Unidos contra a Venezuela como um “ato de agressão armada”. A declaração veio após o presidente americano, Donald Trump, anunciar ataques de “grande escala” e a “captura” do líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, que teriam sido retirados do país.

Em comunicado, a chancelaria russa enfatizou o direito da Venezuela de “determinar seu próprio destino sem qualquer intervenção externa destrutiva, muito menos militar”. Moscou apelou pela abertura de diálogos para prevenir uma maior escalada do conflito e reafirmou sua “solidariedade” ao governo e ao povo venezuelano. O ministério também reiterou que a América Latina deve “permanecer uma zona de paz”.

Venezuela Exige Prova de Vida de Maduro

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores é desconhecido. Em pronunciamento à rede pública VTV, Rodríguez exigiu “prova de vida imediata do governo do presidente Donald Trump sobre as vidas do presidente Maduro e da primeira-dama”.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, prometeu resistência à presença de tropas estrangeiras em território venezuelano, classificando a ação como “a maior afronta que o país já sofreu”. Explosões foram ouvidas na Venezuela, incluindo na capital Caracas, e o governo declarou estado de emergência, acusando os EUA de “agressão militar” e responsabilizando Trump pela situação.

Trump Afirma Sucesso da Operação e Promete Mais Detalhes

Donald Trump, em publicação na rede Truth Social, afirmou que os Estados Unidos “realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela” e que o presidente Nicolás Maduro, juntamente com sua esposa, foi “capturado e retirado do país por via aérea”. Trump descreveu a operação como “brilhante” em entrevista ao The New York Times, elogiando o planejamento e as equipes envolvidas. Mais detalhes seriam divulgados em uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago.

A escalada de tensão ocorre em meio a especulações sobre operações secretas autorizadas pela CIA dentro da Venezuela e planos apresentados pelo Pentágono, que incluíam ataques a instalações militares sob a justificativa de vínculos com o narcotráfico. Os EUA acusam Maduro de liderar o “Cartel de los Soles” e oferecem recompensa por sua captura.

Contexto e Reações Internacionais

O governo venezuelano instou os cidadãos a se mobilizarem contra o ataque, alertando que Washington corre o risco de mergulhar a América Latina no caos com um ato “extremamente grave”. A mobilização militar americana na região e o aumento das expectativas de novas operações geraram alarme entre juristas e legisladores democratas, que denunciaram as ações como violações do direito internacional. Por outro lado, Trump argumenta que os EUA já estão em guerra com grupos narcoterroristas venezuelanos.

Dados da ONU sobre o tráfico de drogas, no entanto, apontam que o fentanil, principal causa de overdoses nos EUA, tem origem no México, e não na Venezuela. O consumo de cocaína pelos americanos também não tem a Venezuela como principal origem. Pesquisas indicam divisão na opinião pública americana sobre o uso das Forças Armadas para matar suspeitos de narcotrãfico sem processo judicial, com forte oposição no Partido Democrata.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *