O Centro de Detenção Metropolitano (MDC) de Nova York, localizado no Brooklyn, é a unidade federal de segurança máxima onde o presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido após ser acusado de crimes como narcoturco e terrorismo. O presídio, inaugurado no início da década de 1990, tem capacidade para cerca de 1.200 detentos e é conhecido por abrigar tanto presos provisórios quanto condenados considerados de alta periculosidade, além de ter sido palco de escândalos e de ter recebido personalidades notórias.
Ao chegar aos Estados Unidos, Maduro foi inicialmente levado para uma unidade da agência antidrogas (DEA) em Nova York antes de ser transferido para o MDC. Este centro de detenção tem sido alvo de diversas reclamações e denúncias ao longo dos anos, que vão desde as condições de higiene e infraestrutura até episódios de violência entre os presos.
Condições Precárias e Casos de Repercussão
Relatos publicados pelo The New York Times indicam que detentos do MDC enfrentam problemas como infestações de ratos e banheiros com esgoto exposto. O ambiente é descrito como desolador, com celas apertadas, feitas de concreto, camas sem travesseiros e colchões finos. Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, que esteve detido na unidade, compartilhou em entrevistas no ano passado sua experiência sobre as condições adversas, ressaltando a falta de conforto e os riscos à segurança.
Um Histórico de Detentos Famosos e Problemas Estruturais
O MDC já abrigou uma série de figuras proeminentes em casos de grande repercussão. Entre eles estão o rapper Sean “Diddy” Combs, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que permaneceu detido entre 2017 e 2020, a socialite Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Jeffrey Epstein, e o empresário Sam Bankman-Fried, fundador da FTX. A superlotação e a falta de pessoal são problemas crônicos, com o Bureau of Prisons trabalhando para resolver mais de 700 solicitações de manutenção pendentes e aumentando a equipe de segurança e médica. Em 2019, um incêndio de origem elétrica deixou internos sem aquecimento durante o inverno, e em julho do ano passado, um detento morreu em decorrência de ferimentos sofridos em uma briga, sendo o local descrito por um advogado como “um inferno na Terra”.
Superlotação e Falta de Pessoal
A unidade é utilizada predominantemente para a detenção de pessoas que aguardam julgamento. Nos últimos anos, o MDC também registrou casos de suicídio entre os presos. Além disso, seis funcionários foram acusados de crimes como suborno e contrabando. Em 2025, a penitenciária operava com aproximadamente 55% de sua capacidade total de funcionários, o que agrava os problemas de gestão e segurança da unidade.

