Eduardo Bolsonaro Compara Saúde De Bolsonaro E Collor Ao Criticar Moraes Por Negar Prisão Domiciliar: ‘casos Muito Mais Leves’

Eduardo Bolsonaro compara saúde de Bolsonaro e Collor ao criticar Moraes por negar prisão domiciliar: ‘Casos muito mais leves’

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Eduardo Bolsonaro critica decisão de Moraes sobre prisão domiciliar

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou sua insatisfação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para o 19º Batalhão da PM-DF, apelidado de “Papudinha”. Eduardo Bolsonaro alega que a decisão tem motivações políticas e visa impedir a influência de Jair Bolsonaro nas eleições deste ano.

Comparação com Collor e pedido de prisão domiciliar

Em sua argumentação, Eduardo Bolsonaro comparou o estado de saúde de Jair Bolsonaro com o do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo ele, os casos de saúde de Bolsonaro são “muito mais leves” que os de Collor, que cumpre prisão domiciliar desde maio de 2025 por decisão de Moraes. Collor foi condenado a oito anos e seis meses de prisão em um processo da Operação Lava-Jato e, desde então, cumpre pena em sua residência em Maceió (AL). A defesa de Bolsonaro já havia solicitado a prisão domiciliar humanitária ao STF, citando a situação de Collor como precedente.

Condições de Collor e justificativas de Moraes

Fernando Collor está em prisão domiciliar após comprovação, mediante mais de 130 exames, de que possui Parkinson desde 2019, além de outras comorbidades como privação crônica de sono e transtorno bipolar. Ele utiliza tornozeleira eletrônica, tem restrições de visitação, passaportes apreendidos e proibição de deixar o país. O ministro Alexandre de Moraes, ao autorizar a mudança de regime de Collor, considerou a necessidade de tratamento permanente.

Transferência de Bolsonaro e novas condições

Jair Bolsonaro foi transferido para a “Papudinha”, local que abriga também o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques. A decisão de Moraes autorizou assistência religiosa e a participação de Bolsonaro em programa de redução de pena por meio de leitura, mas negou acesso a uma Smart TV. A transferência visa oferecer condições mais favoráveis, como aumento no tempo de visitas familiares, “banho de sol” livre e a possibilidade de instalar aparelhos para fisioterapia. Moraes determinou ainda um exame médico pericial para avaliar o estado clínico de Bolsonaro e a necessidade de transferência para um hospital penitenciário, o que poderá subsidiar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária.

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