Políticos lamentam morte de Raul Jungmann, ex-ministro e ‘pensador da nação’
Um dos maiores intelectuais e formuladores do país, Raul Jungmann faleceu neste domingo (26) em Brasília, onde tratava um câncer. Ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública no governo Michel Temer, e do Desenvolvimento Agrário durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, Jungmann deixou um legado político e intelectual que foi amplamente lamentado por diversas personalidades do cenário nacional.
Trajetória marcada pelo diálogo e defesa das instituições
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) definiu Jungmann como “um dos maiores pensadores e formuladores da nação”. Já o senador Sérgio Moro (União-PR) destacou a competência do ex-ministro durante sua gestão na Segurança Pública em 2018. O ministro Paulo Teixeira (PT) ressaltou a longa trajetória de Jungmann na política brasileira, desde a luta pelas Diretas Já, passando por sua atuação no PCB e PPS, até seus ministérios.
De Pernambuco para o cenário nacional
Nascido em Recife, Raul Jungmann iniciou sua carreira política ainda durante a ditadura militar. Sua projeção nacional se consolidou nos anos 1990, quando foi nomeado presidente do Ibama e, posteriormente, ministro extraordinário de Política Fundiária no governo FHC. Ele também comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário, pasta que ajudou a criar.
Atuação no Congresso e nos governos FHC e Temer
Como deputado federal por três mandatos, Jungmann destacou-se por sua defesa do Estatuto do Desarmamento. Sua postura firme e sua atuação na área de Segurança Pública e Defesa o levaram a ser convidado por Michel Temer para assumir o Ministério da Defesa e, posteriormente, o recém-criado Ministério da Segurança Pública. Jungmann foi um dos articuladores do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Legado e contribuições para o Brasil
Além de sua atuação política, Jungmann presidia desde 2022 o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), mantendo-se ativo nas discussões sobre minerais críticos, essenciais para a transição energética. A senadora Kátia Abreu (PP-GO) o descreveu como “uma das maiores inteligências do país”, e o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) ressaltou sua trajetória “marcada pelo diálogo, pela defesa das instituições e pelo interesse nacional”. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) lamentou a perda de um “homem de diálogo, firmeza e profundo compromisso com o interesse público”.

