A estrela de Hollywood, Amanda Seyfried, 40 anos, abriu o jogo sobre sua visão a respeito de premiações como o Oscar. Em entrevista ao The New Yorker, a atriz declarou que, em sua fase atual da carreira, a conquista de uma estatueta não é mais o objetivo principal, mas sim a consistência e o reconhecimento de seu trabalho.
Seyfried, que já foi indicada ao Oscar por sua performance em “O Testamento de Ann Lee”, pondera que o que realmente impulsiona um artista não é a vitória em si, mas a nomeação. “Você se lembra quem ganhou nos últimos dez anos? Não é a vitória que importa. É a indicação”, afirmou a atriz, sugerindo que o reconhecimento da academia, mesmo sem o prêmio, valida o esforço e a qualidade artística.
Longevidade e Confiança do Público: Pilares da Carreira de Seyfried
Com uma carreira que começou aos 15 anos, marcada por sucessos como “Os Miseráveis”, “Mamma Mia” e “Querido John”, Amanda Seyfried ressalta que sua trajetória foi construída com escolhas deliberadas. “A longevidade na carreira de um ator é planejada. Longevidade tem a ver com escolhas deliberadas para fazer arte em meio aos grandes projetos comerciais que são divertidos e pagam bem”, explicou. Ela acredita ter conquistado a confiança do público ao longo dos anos, o que lhe permite transitar por papéis mais desafiadores e complexos.
“Sinto que já provei meu valor. Todos nós temos altos e baixos em nossas carreiras, e a forma como somos percebidos pode mudar de um dia para o outro, mas sou consistente em minhas escolhas, valores e necessidades. Cheguei até aqui sem um Oscar. Por que precisaria de um agora?”, questiona a atriz, reforçando a ideia de que seu valor profissional não está atrelado a um prêmio específico.
A Busca pelo Equilíbrio entre Gêneros e Tipos de Produção
Seyfried também comentou sobre a dualidade em seus trabalhos recentes, citando o sucesso de bilheteria de “A Criada” e o lançamento de um projeto mais artístico e complexo como o musical “O Testamento de Ann Lee”. Essa diversidade, para ela, representa o caminho ideal para o futuro. “Finalmente consegui unir os dois em meu coração e em minha mente e percebi que é isso que quero para o resto da minha carreira. Quero transitar entre gêneros o máximo que puder, alternando entre filmes independentes e produções de estúdio”, concluiu, demonstrando um planejamento estratégico e um desejo de explorar ao máximo seu potencial como atriz.

