Macron emite crítica velada sobre Groenlândia e propõe G7 ampliado
O presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou surpresa com as ações do presidente americano, Donald Trump, em relação à Groenlândia, em mensagens divulgadas pelo próprio Trump em sua rede social, Truth Social. Macron teria questionado o que Trump “estava fazendo na Groenlândia” e, em um gesto diplomático, ofereceu-se para sediar uma reunião do G7, sugerindo um formato ampliado que incluiria a Rússia, além de Ucrânia, Dinamarca e Síria. As mensagens, que incluíam um convite para jantar em Paris, foram confirmadas como autênticas por uma fonte próxima ao líder francês.
Ameaças de tarifas e tensões comerciais em meio à polêmica
A divulgação das mensagens ocorre em um contexto de escalada de tensões comerciais entre os EUA e a Europa. Trump havia ameaçado impor novas tarifas sobre produtos de países europeus em resposta à exigência de anexação da Groenlândia, uma posição considerada inaceitável por Macron. Horas antes da publicação das mensagens, Trump anunciou uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, uma medida vista como forma de pressionar Macron a aderir a uma iniciativa americana de resolução de conflitos globais.
Cooperação em Síria e Irã e o papel da Europa na Ucrânia
Apesar da polêmica sobre a Groenlândia, as mensagens revelam uma área de alinhamento entre os dois líderes. Macron teria afirmado a Trump estar “totalmente alinhado” em relação à Síria e que poderiam realizar “grandes coisas em relação ao Irã”. O presidente francês também tem se posicionado ativamente em relação ao conflito na Ucrânia, afirmando recentemente que a Europa precisará retomar negociações diretas com a Rússia caso os esforços liderados pelos EUA falhem. A França, segundo Macron, tem fornecido dois terços das informações de inteligência para a Ucrânia.
Reunião de emergência da UE e agenda diplomática
A polêmica sobre a Groenlândia levou líderes da União Europeia a decidirem por uma cúpula de emergência em Bruxelas. Enquanto isso, Macron tinha uma agenda prevista para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, com retorno a Paris. A chegada de Trump à mesma cidade suíça em um dia posterior adicionava um elemento de especulação sobre possíveis encontros ou desdobramentos diplomáticos, embora não houvesse planos confirmados para uma extensão da estadia de Macron.

