Trump Propõe Encontro da OTAN sobre Groenlândia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (20) que convocará uma reunião com países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para discutir a Groenlândia, descrevendo o território como “imperativo para a paz mundial”. As declarações foram feitas em uma série de postagens nas redes sociais, direcionadas a líderes europeus reunidos no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Em mensagens publicadas no Truth Social, Trump reiterou seu interesse em anexar a Groenlândia, um território semiautônomo dinamarquês. Ele afirmou ter “concordado em se encontrar” em Davos para abordar o tema, classificando a Groenlândia como “imperativa para a segurança nacional e mundial” e declarando “Não há como voltar atrás”. Para ilustrar seu ponto, Trump divulgou uma montagem com a bandeira dos Estados Unidos fincada sobre o mapa da Groenlândia.
Ameaças Tarifárias e Reações Internacionais
Em uma das postagens, Trump detalhou a conversa com o Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, sobre a Groenlândia. Ele enfatizou a importância estratégica do território para a segurança global e a supremacia dos EUA, atribuindo parte dessa força à reconstrução militar durante seu primeiro mandato. “Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!”, escreveu Trump.
O presidente também ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses caso o presidente da França, Emmanuel Macron, recusasse um convite para integrar um “conselho de paz” sobre Gaza. Críticos apontam que tal órgão poderia minar o papel das Nações Unidas. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, minimizou as declarações em Davos, pedindo “relaxem, respirem fundo e deixem as coisas acontecerem”, embora admitindo que as ameaças tarifárias sobre a Groenlândia eram “muito diferentes dos outros acordos comerciais”.
UE e Ucrânia Reagem às Declarações
A ministra da Economia da Dinamarca, Stephanie Lose, indicou que a União Europeia buscará o diálogo, mas não descartará uma resposta a novas ameaças tarifárias americanas. “Não queremos agravar a situação, mas, é claro, se outros continuarem a intensificar as tensões, será necessária uma resposta europeia em algum momento”, disse ela antes de uma reunião de ministros das Finanças da UE.
Enquanto isso, autoridades ucranianas expressaram preocupação de que a crise envolvendo a Groenlândia desvie a atenção das negociações sobre o fim da guerra com a Rússia. O presidente Volodymyr Zelensky ressaltou a importância de o mundo “não permanecer em silêncio” diante dos ataques russos, que deixaram milhares de residências sem aquecimento e energia elétrica. O chanceler ucraniano, Andriy Sybhia, classificou os ataques como “um alerta para os líderes mundiais reunidos em Davos”.

