Cinema Brasileiro em Destaque na Berlinale 2026
O Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale, anunciou nesta terça-feira (20) a seleção de “Rosebush Pruning”, novo filme do renomado diretor cearense Karim Aïnouz, para a competição oficial de sua 76ª edição. O evento ocorrerá entre 12 e 22 de fevereiro na capital alemã, consolidando a forte presença do cinema brasileiro nos principais palcos do audiovisual mundial em 2026.
Aïnouz Retorna a Berlim com Sátira Familiar
Com um histórico frequente no festival, Aïnouz volta à competição em Berlim com um projeto de alcance internacional. “Estou feliz da vida de voltar ao Festival de Berlim, um festival visionário”, declarou o diretor, que teve seu último filme em competição no evento com “Praia do Futuro”, em 2014. “É uma honra poder estrear novamente aqui”. Aïnouz destacou que o festival valoriza a inovação, tornando-o o palco perfeito para “Rosebush Pruning”, um filme descrito como uma sátira contemporânea sobre as contradições da família tradicional, ambientado em uma mansão na Catalunha. O filme promete investire
em um humor afiado, marcado pela transgressão e ousadia.
Sinopse e Equipe de Prestígio
A trama de “Rosebush Pruning” acompanha quatro irmãos herdeiros de uma fortuna que os mantém isolados do mundo exterior. Entre luxos e conflitos afetivos, eles ignoram as demandas do pai cego até que a decisão do irmão mais velho de deixar a casa desencadeia uma espiral de revelações, mentiras e violência. O roteiro é assinado por Efthimis Filippou, indicado ao Oscar por “O Lagosta”, e a equipe criativa inclui a figurinista indicada ao Oscar Bina Daigeler, o diretor de arte Rodrigo Martirena e a diretora de fotografia Hélène Louvart, colaboradora frequente de Aïnouz.
Brasil Amplia sua Representação na Berlinale
A participação brasileira no Festival de Berlim 2026 não se limita à competição principal. O país marca presença em diversas mostras do evento. Na seção Generation Kplus, voltada para o público jovem, foram selecionados “Feito Pipa”, de Allan Deberton, e “Papaya”, de Priscilla Kellen – este último, o primeiro longa de animação brasileiro a integrar a seleção do festival. O documentário “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, também integra esta mostra. Na vitrine central Panorama, o Brasil está representado por “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, de André Novais Oliveira. Já na seção Forum, conhecida pela liberdade estética e experimentação formal, foi escolhido “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, de Janaína Marques.

