Ações lentas e “esperança” em Trump marcam crítica europeia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disparou críticas contundentes contra a Europa durante sua participação no Fórum de Davos. Após um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o fim do conflito com a Rússia, Zelensky condenou a inação europeia diante da guerra, comparando-a a uma atitude de “modo Groenlândia”. Segundo ele, muitos líderes europeus parecem “simplesmente não saber o que fazer a respeito” e esperam que os EUA resolvam a questão.
Zelensky cobra Europa por segurança no Ártico e alerta sobre Rússia
Zelensky enfatizou a necessidade de a Europa agir proativamente, citando a situação na Groenlândia como exemplo. Ele sugeriu a criação de bases militares na região dinamarquesa para conter a influência russa e chinesa, alertando que a falta de ação pode levar a uma perda de credibilidade. “Quarenta soldados não protegerão nada”, declarou, mencionando a presença de navios de guerra russos na área e oferecendo a expertise militar da Ucrânia para neutralizá-los, caso fosse solicitado.
Dependência da OTAN e questionamentos sobre a segurança europeia
O líder ucraniano também levantou dúvidas sobre a capacidade da Europa de se defender sem o apoio dos Estados Unidos. Zelensky questionou a eficácia da OTAN em caso de uma nova agressão russa a um país europeu, como Lituânia ou Polônia. “A Europa confia apenas na crença de que, se o perigo surgir, a OTAN agirá, mas ninguém realmente viu a aliança em ação”, pontuou, sugerindo que a aliança militar depende da percepção de que os EUA intervirão.
Cobrança por justiça e tribunal especial para agressão russa
Além das questões de segurança e defesa, Zelensky expressou frustração com a lentidão na criação de um tribunal especial para julgar a agressão russa, a ser integrado ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Ele criticou a falta de progresso efetivo, questionando se o que falta é tempo ou vontade política. “Com muita frequência na Europa, algo mais urgente do que a justiça é o que importa”, lamentou, embora tenha agradecido o trabalho dos parceiros em garantir a segurança da Ucrânia após o conflito.

