Pressão por Reabertura de Rafah
Enviados americanos, liderados por Jared Kushner e Steve Witkoff, pressionaram o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu a reabrir a passagem de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito. A informação, divulgada por veículos de comunicação israelenses neste domingo (25), indica que a reabertura deste ponto estratégico para a entrada de ajuda humanitária em Gaza é parte de um acordo de cessar-fogo vigente desde 10 de outubro, mas que permanece fechado.
Divergências sobre Condições e Papel da Turquia
Segundo o site de notícias israelense Ynet, que citou um funcionário anônimo, Witkoff teria instado Netanyahu a reabrir Rafah sem a exigência prévia de que o Hamas devolvesse o corpo do último refém israelense mantido em Gaza, Ran Gvili. Durante as conversas em Jerusalém, também foi levantada a possibilidade de a Turquia desempenhar um papel no futuro de Gaza, uma sugestão que gerou forte resistência por parte de autoridades israelenses.
Acusações e Preocupações de Segurança
O funcionário anônimo, em declarações ao Ynet, expressou preocupação com a eventual participação turca, descrevendo a possibilidade de a Turquia se aproximar da fronteira de Israel como uma “verdadeira ameaça à nossa segurança”. A mesma fonte acusou Witkoff de atuar como “lobista dos interesses do Catar”. Em resposta às informações, a porta-voz de Netanyahu, Shosh Bedrosian, afirmou que as alegações seriam verificadas.
Netanyahu Rejeita Envolvimento Turco
Benjamin Netanyahu tem consistentemente rejeitado qualquer envolvimento da Turquia na gestão do pós-guerra em Gaza. Essa postura se mantém mesmo diante do convite feito pelo presidente americano Donald Trump ao presidente turco Recep Tayyip Erdogan para integrar seu “Conselho de Paz”. A situação em Rafah e as discussões sobre o futuro de Gaza continuam a ser pontos de tensão e negociação entre Israel e os Estados Unidos.

