Barack e Michelle Obama divulgaram neste domingo um pronunciamento contundente contra o assassinato de um segundo cidadão americano em Minneapolis por agentes federais. Em nota conjunta, o ex-presidente e a ex-primeira-dama classificaram o caso como um “alerta sobre valores democráticos” e acusaram o governo de Donald Trump de atuar contra governos locais e escalar o caos na cidade.
“Tragédia de partir o coração” e “sinal de alerta”
O assassinato de Alex Pretti foi descrito pelos Obama como “uma tragédia de partir o coração” e um “sinal de alerta para todo americano, independentemente do partido, de que muitos de nossos valores fundamentais como nação estão cada vez mais sob ataque”. A declaração conjunta, publicada em redes sociais, ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de atenção à proteção dos direitos civis.
Táticas de intimidação e impunidade
O casal criticou veementemente a ação de agentes federais e do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), descrevendo-a como um “espetáculo de recrutas mascarados atuando com impunidade”. Segundo os Obama, as táticas empregadas parecem “planejadas para intimidar, assediar, provocar e colocar em risco os moradores de uma grande cidade americana”, o que contraria os princípios democráticos básicos.
Trump “ansioso para escalar a situação”
A declaração aponta diretamente para o presidente Donald Trump, afirmando que ele “parece ansioso” para “escalar a situação”. Os Obama contestam as justificativas do governo para as mortes, alegando que “não se baseiam em nenhuma investigação séria” e “parecem ser contrariadas por evidências em vídeo”. A falta de transparência e a aparente superficialidade das investigações foram pontos centrais da crítica.
Chamado à ação e protestos pacíficos
Finalizando o pronunciamento, os Obama enfatizaram que as ações dos agentes “precisam parar”. Eles convocaram os cidadãos americanos a “apoiar e se inspirar na onda de protestos pacíficos”, reforçando a importância da mobilização civil para a defesa dos valores democráticos e a busca por justiça. A mensagem encoraja a participação ativa e a resistência pacífica diante do que consideram um ataque aos alicerces da nação.

