Tensão em Minneapolis: A morte de Alex Pretti e o embate sobre o direito de portar armas
A morte do enfermeiro Alex Pretti, baleado por um agente federal durante um protesto em Minneapolis, reacendeu o debate sobre o porte de armas nos Estados Unidos. Integrantes do governo Donald Trump sugeriram que Pretti não deveria estar armado, mas grupos defensores do direito às armas rebatem, afirmando que a Segunda Emenda à Constituição americana protege esse direito, mesmo durante manifestações.
Versões Conflitantes e a Reação dos Grupos Armamentistas
Autoridades estaduais e federais apresentaram relatos divergentes sobre o ocorrido. A Casa Branca alegou que Pretti portava uma arma e representava perigo aos policiais, uma afirmação que, segundo o jornal Wall Street Journal (WSJ), não é comprovada por testemunhas ou vídeos. Em resposta às declarações de autoridades como Bill Essayli, assistente do procurador dos EUA, e Kash Patel, diretor do FBI, que insinuaram a ilegalidade do porte de armas em protestos, organizações como a Associação Nacional pelos Direitos às Armas e a Associação Nacional de Rifles (NRA) defenderam o direito constitucional de portar armas em público, pedindo uma investigação completa e criticando a demonização de cidadãos cumpridores da lei.
A Segunda Emenda em Destaque e o Apoio a Kyle Rittenhouse
Para os defensores da Segunda Emenda, o caso de Pretti se alinha a argumentos já defendidos, como o apoio a Kyle Rittenhouse, absolvido após matar duas pessoas durante protestos em Wisconsin em 2020. A Gun Owners of America classificou as declarações de Patel como “completamente incorretas em relação à lei de Minnesota”, reforçando que a Segunda Emenda garante o direito de portar armas durante protestos, um direito que “o governo federal não deve infringir”.
Repercussão em Minnesota e Carta de Executivos
Este incidente marca a segunda vez em pouco tempo que agentes federais se envolvem em mortes em Minneapolis. Em resposta à crescente turbulência, diretores executivos de grandes empresas de Minnesota, como Target, Best Buy, General Mills e Cargill, divulgaram uma carta pública pedindo “desescalada imediata das tensões” e a colaboração das autoridades para encontrar “soluções reais”. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu a ação dos agentes, afirmando que eles agiram em “tiros defensivos” e questionando a presença de armas em manifestações pacíficas. O governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticaram a versão do governo Trump, classificando-a como “absurda” e “mentirosa”.

