Síndico é Preso Por Ocultar Por 42 Dias Assassinato De Corretora Após Discussão Em Caldas Novas

Síndico é preso por ocultar por 42 dias assassinato de corretora após discussão em Caldas Novas

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Crime ocorreu em ponto cego de câmeras e corpo foi levado para área de mata

O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi preso nesta quarta-feira (31) sob acusação de assassinar a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos. O crime teria ocorrido após uma discussão no subsolo de um prédio em Caldas Novas (GO), em um local não coberto pelas câmeras de segurança. Cléber confessou o assassinato e, segundo a polícia, tentou despistar os investigadores e ocultar o corpo por 42 dias.

Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo para religar a energia de seu apartamento, que teria sido desligada. Segundo a polícia, Cléber era considerado suspeito desde o início devido a desentendimentos anteriores com a vítima, relacionados à administração do condomínio e aos constantes desligamentos de energia de seu imóvel.

Filho do síndico preso por obstrução de justiça

Na linha de investigação principal, Cléber teria transportado o corpo de Daiane em seu carro até uma área de mata na cidade, onde o corpo foi posteriormente encontrado. O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, foi preso sob suspeita de obstrução de justiça. Ele teria comprado um novo celular para o pai após o retorno de Cléber do local onde o corpo foi deixado, levantando suspeitas de tentativa de acobertar o crime.

A polícia apura se o desligamento da energia do apartamento de Daiane foi intencional e se ocorreu em outras ocasiões. No dia do desaparecimento, Daiane gravou vídeos relatando a falta de luz em seu apartamento e enviou a uma amiga. Imagens das câmeras de segurança mostram que ela desceu ao subsolo para verificar o quadro de energia, e após esse momento, não há mais registros de sua movimentação no prédio.

Histórico de desentendimentos e investigação em andamento

Cléber Rosa de Oliveira já havia sido denunciado pelo Ministério Público por perseguição (stalking) contra Daiane, com acusações de agressões físicas e verbais, além de monitoramento constante. A defesa do síndico negava as acusações na época.

O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) assumiu o caso e instaurou uma força-tarefa. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime, a possível participação de terceiros e o trajeto completo realizado até a localização do corpo.

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