Convite para Jantar Real
Um novo lote de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, totalizando mais de 3 milhões de páginas, indica que o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, convidou o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein para o Palácio de Buckingham em 2010. O convite ocorreu logo após Epstein ser liberado da prisão domiciliar, após ser condenado por prostituição de menor. Embora os documentos não confirmem se o convite foi aceito, eles detalham a comunicação entre os dois.
Troca de E-mails Detalhada
Em setembro de 2010, Epstein enviou uma mensagem a Andrew dizendo: “Vamos precisar de um tempo a sós”. O então príncipe respondeu prontamente: “Poderíamos jantar no Palácio de Buckingham e ter muita privacidade”. Dois dias depois, Andrew reiterou o convite por e-mail: “Adoraria que viesse aqui ao Palácio. Traga quem quiser e estarei disponível das 16h às 20h”.
Conexões e Acusações
Os documentos também revelam que, em agosto de 2010, Epstein tentou apresentar Andrew a uma jovem russa de 26 anos, referindo-se ao príncipe como “O Duque”. Andrew respondeu que ficaria “encantado em encontrá-la”, mas os registros não esclarecem se o encontro ocorreu. O caso ganhou ainda mais repercussão no Reino Unido no ano passado, quando Andrew foi destituído de seus títulos reais e expulso de sua residência oficial devido aos seus laços com Epstein, em meio a alegações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre.
Outras Figuras Públicas Mencionadoas
A vasta quantidade de documentos divulgados também menciona outras figuras proeminentes, como o ex-presidente Donald Trump, Elon Musk e Howard Lutnick. Interações entre Epstein e Musk, datadas de 2012 a 2014, mostram convites para visitar a ilha particular de Epstein no Caribe, com Musk respondendo que “tentaria ir”, embora posteriormente tenha afirmado ter recusado o convite. Documentos de 2012 indicam que Lutnick planejou uma visita à ilha, mesmo após afirmar ter rompido relações com Epstein. A divulgação dos arquivos gerou críticas de sobreviventes dos abusos de Epstein, que alegam que a publicação não foi suficiente para responsabilizar os cúmplices.

