Cão Comunitário Vítima de Agressão Fatal
A morte do cão Orelha, um animal comunitário de aproximadamente dez anos que vivia na Praia Brava, em Florianópolis (SC), gerou uma onda de indignação e mobilizou protestos em várias capitais brasileiras neste domingo (01). Orelha foi agredido gravemente no dia 4 de janeiro, e devido à severidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. O caso foi formalmente denunciado à polícia no dia 16 de janeiro.
Manifestações Tomam Ruas em Busca de Justiça
As manifestações, convocadas pela organização “Cadeia Para Maus-Tratos”, ocorreram em diversas cidades. Em São Paulo, a Avenida Paulista foi palco de um grande ato com manifestantes exibindo placas que clamavam por justiça para Orelha e exigiam a condenação dos responsáveis por violência contra animais. Uma das mensagens destacadas dizia: “Justiça por Orelha: o cão da Praia Brava assassinado pela elite catarinense”. Os participantes também expressaram o desejo por leis mais rigorosas, a fim de coibir futuros casos de crueldade animal.
Caminhadas e Atos em Outras Capitais
No Rio de Janeiro, foram organizadas duas caminhadas, uma no Aterro do Flamengo e outra em Copacabana. Em Belo Horizonte, a manifestação teve início na Feira Hippie. Na própria Florianópolis, onde o trágico evento ocorreu, os manifestantes se reuniram na Avenida Beira Mar Norte. Já em Vitória (ES), o protesto aconteceu em frente ao Píer de Iemanjá, na Praia de Camburi.
Investigação Policial em Andamento
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que um dos adolescentes inicialmente investigados como suspeito de agredir Orelha passou a ser considerado testemunha. Segundo a polícia, o jovem não aparece nas imagens divulgadas e sua família apresentou provas de que ele não estava no local do crime. A investigação segue com a oitiva dos demais envolvidos. Até o momento, não foram encontrados indícios de que os maus-tratos tenham sido promovidos por grupos criminosos que utilizam redes sociais para incentivar “desafios” entre jovens.

