Mrv&co Vê Em 2026 Ano De Oportunidades Para O Setor Imobiliário Com A Queda Esperada Dos Juros

MRV&CO vê em 2026 ano de oportunidades para o setor imobiliário com a queda esperada dos juros

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Cenário promissor com juros em queda

Executivos da MRV&CO, Eduardo Fischer e Rafael Menin, expressaram otimismo em relação ao futuro do setor imobiliário brasileiro, especialmente com a sinalização de queda na taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central. Segundo Fischer, a indústria da construção é intrinsecamente ligada à política monetária, e a redução dos juros é vista como “fundamental” para impulsionar tanto a produção quanto a aquisição de imóveis.

“Essa é uma indústria que depende de crédito tanto para construir como para o cliente comprar. A taxa de juros tem um aspecto macroeconômico que bate bastante no setor”, afirmou Fischer durante o CNN Cast, um evento especial da CNN que reúne lideranças e autoridades. As declarações foram feitas em um encontro da MRV em Belo Horizonte (MG), focado no cenário atual do mercado imobiliário.

BC sinaliza cortes, mas com cautela

A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta terça-feira confirmou a expectativa de início de ciclo de redução da Selic já na reunião de março. No entanto, o Banco Central também indicou cautela, sugerindo a necessidade de manter os juros em patamares restritivos por mais tempo. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006.

Rafael Menin reforçou a perspectiva de que os juros permanecerão elevados em 2025, mas destacou a resiliência da MRV, que mesmo diante desse cenário, “entregou uma recuperação muito relevante em todas as principais métricas operacionais e financeiras.”

Resiliência do setor e o papel do Minha Casa Minha Vida

Diante de uma possível desaceleração econômica, Menin ressaltou a robustez do setor de construção, argumentando que a “oferta atual é menor que a demanda”. Ele destacou o programa Minha Casa Minha Vida como um fator positivo, com “funding” competitivo que beneficia clientes de baixa renda. “Um cliente com nível de renda restrito, por exemplo, que tem uma oferta de crédito parecida com a inflação, a capacidade de compra passa a ser muito acelerada”, explicou.

FGTS recorde impulsiona habitação

Outro ponto positivo citado pelos executivos é o orçamento recorde do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) destinado à habitação. Para 2026, o valor previsto é de R$ 144,5 bilhões, um montante que promete fortalecer ainda mais o setor e facilitar o acesso à moradia para um número maior de brasileiros.

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