Decisão Unânime e Revisão das Perspectivas Inflacionárias
O Banco Central do México (Banxico) decidiu manter a taxa básica de juros em 7% ao ano, em um movimento unânime divulgado nesta quinta-feira (5). Em seu comunicado oficial, a autoridade monetária revelou um ajuste para cima nas previsões de inflação geral e subjacente, com projeções estendidas até o primeiro trimestre de 2026 e 2027. A expectativa agora é que a inflação alcance a meta de 3% apenas no segundo trimestre de 2027.
Riscos e Pressões que Afetam a Inflação Mexicana
Apesar da decisão de manter a taxa de juros, o Banxico destacou que as projeções inflacionárias estão sujeitas a uma série de riscos. Entre os fatores de atenção estão as pressões de custos, a potencial depreciação do peso mexicano e as incertezas geradas por conflitos geopolíticos ou por mudanças em políticas comerciais. Esses elementos podem impactar a trajetória da inflação e a capacidade de atingir a meta estabelecida.
Cenário Econômico Interno e Externo
Desde a última reunião de política monetária, o México tem observado uma diminuição nas taxas de juros dos títulos governamentais em todos os prazos, acompanhada por uma valorização do peso mexicano e uma expansão na atividade econômica. No entanto, em âmbito global, o quarto trimestre de 2025 indicou uma moderação no ritmo de expansão da economia mundial em comparação com o período anterior, em um cenário ainda marcado por tensões comerciais.
Impacto da Decisão e Próximos Passos
A manutenção da taxa de juros em 7% sinaliza a cautela do Banco Central mexicano diante das incertezas inflacionárias. A revisão para cima das projeções e a lista de riscos indicam que a autoridade monetária permanecerá vigilante, avaliando cuidadosamente os próximos passos para garantir a estabilidade de preços e a saúde da economia mexicana.

