Ação no TCU levanta suspeitas sobre financiamento público de enredo carnavalesco
O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que planeja homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no carnaval do Rio de Janeiro, tornou-se alvo de questionamentos sobre o uso de dinheiro público e a possibilidade de propaganda eleitoral antecipada. A polêmica ganhou força após o Partido Novo entrar com uma ação no Tribunal de Contas da União (TCU) no final de janeiro.
Críticas e alegações de “escárnio” com verba pública
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), um dos signatários da petição ao TCU, classificou a situação como um “escárnio”. Segundo ele, o Partido dos Trabalhadores (PT) demonstra descaso com o contribuinte ao destinar recursos milionários para um enredo em favor de Lula, em vez de priorizar áreas consideradas mais essenciais. “Essa é mais uma prova de que o PT não se importa com o pagador de impostos. Prefere repassar valor milionário para escola de samba elaborar um enredo a favor do Lula ao invés de direcionar para áreas que realmente importam”, declarou Van Hattem.
TCU: recomendação de suspensão e decisão controversa
A área técnica do TCU havia recomendado a suspensão do repasse de R$ 1 milhão da Embratur para a Acadêmicos de Niterói. A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) reforçou a crítica, argumentando que “quando o estado financia enredo político, quem paga a conta é o cidadão. Isso não é cultura, é propaganda”. No entanto, o ministro do TCU Aroldo Cedraz decidiu manter o repasse, contrariando a recomendação técnica e a polêmica gerada pelo samba-enredo.
Senadora acusa propaganda disfarçada e pede proibição
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também se manifestou contra o financiamento público do desfile. Ela entrou com uma ação no Ministério Público Eleitoral pedindo a proibição da transmissão do desfile e a suspensão dos repasses à escola de samba, acusando a iniciativa de propaganda disfarçada para promover a candidatura presidencial. “Que homenageiem o Lula, mas sem recursos públicos, fora do ano eleitoral e não ridicularizem Bolsonaro”, afirmou a senadora.

