Carnaval Além da Folia
Em uma abordagem inovadora que une a alegria do carnaval ao desenvolvimento pessoal, um grupo de sete mulheres de diversas partes do Brasil encontrou no bloco Simpatia É Quase Amor, em Ipanema, um palco para celebrar a si mesmas e a conexão feminina. A expedição, que tem como objetivo proporcionar um olhar diferente sobre o Rio de Janeiro, transformou a folia em uma experiência coletiva de viagem, autoconhecimento e fortalecimento de laços.
Uma Perspectiva Consciente do Rio
A iniciativa, idealizada por psicólogas, busca criar um ambiente onde as participantes possam desenvolver vínculos, aprimorar amizades femininas e explorar a cidade de forma mais profunda e consciente. Laura Hueb Perez, 27 anos, psicóloga e uma das organizadoras, destaca a importância da participação em blocos de carnaval nesse processo. “A vinda aos blocos é para a gente se celebrar, celebrar a amizade feminina, se sentir bonita, trabalhar a autoestima e aproveitar a nossa própria companhia com as pessoas que a gente está conhecendo na viagem”, explica.
A Energia Clássica do Carnaval Carioca
A escolha do bloco Simpatia É Quase Amor não foi aleatória. “A gente achou legal vir a esse bloco por ser bem tradicional, e as meninas queriam muito sentir a energia clássica do carnaval do Rio”, comenta Laura. Para Fernanda Masuki, de São Paulo, que participa de sua primeira experiência de carnaval de rua no Rio, a combinação de viagem, autoconhecimento e folia tem sido marcante. “Está sendo surreal. Conhecer pessoas novas nesse contexto de viagem, em um lugar como o Rio de Janeiro, é uma sensação muito incrível”, relata.
Chuva que Refresca e Fortalece
Nem mesmo a chuva que marcou o início do bloco conseguiu desanimar o grupo. Pelo contrário, o tempo instável foi incorporado à experiência, adicionando um toque de leveza ao momento. Vindas de diferentes realidades, as mulheres encontraram no Simpatia É Quase Amor um espaço de acolhimento, diversão e troca genuína. “A gente está fazendo uma expedição de viagem e autoconhecimento. Somos duas psicólogas liderando o grupo, e as outras meninas vieram justamente com esse propósito: se conhecer melhor e também conhecer o Rio”, conclui Laura, reforçando o caráter transformador da jornada.

