Sem Taxação para Inteligência Artificial
O Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, negou categoricamente a intenção de taxar ou controlar o setor de inteligência artificial (IA). Durante um testemunho no Senado americano, Lutnick declarou: “Nem sei como poderíamos fazer isso”, afastando especulações sobre novas regulamentações financeiras ou operacionais para o crescente campo da IA.
Prioridade: Demanda Interna por Semicondutores
Apesar de descartar a taxação da IA, Lutnick assegurou o compromisso da administração Trump em manter a liderança dos EUA no desenvolvimento de IA. Ele destacou o conhecimento sobre a forte demanda interna por semicondutores avançados, afirmando que o país não permitirá obstáculos nesse sentido. Uma das estratégias mencionadas é o controle rigoroso da venda de chips para a China, visando suprir prioritariamente as necessidades do mercado americano.
Controle de Exportação e Licenciamento de Chips
Lutnick evitou fornecer detalhes específicos sobre os mecanismos de controle de exportação para a China, mas indicou que tanto o país asiático quanto empresas americanas deverão cumprir parâmetros estabelecidos para o licenciamento de exportações. Como exemplo, citou as licenças para os chips H200 da Nvidia, sugerindo um modelo de aprovação caso a caso.
Relações EUA-China e Stablecoins em Pauta
Questionado sobre as relações bilaterais entre EUA e China e acordos comerciais, o Secretário do Comércio preferiu não opinar diretamente, delegando a responsabilidade ao Presidente Trump e às equipes de negociação. Ele mencionou que terras raras são um dos tópicos em discussões “amplas e complexas”. Sobre stablecoins, Lutnick expressou expectativa pela aprovação do GENIUS Act, mas ressaltou a necessidade de auditorias para criptomoedas e blockchains autorizadas, como a Tether, reiterando seu foco em agir unicamente em prol dos interesses americanos.
Revisão do Censo dos EUA
Em um breve comentário, Lutnick abordou a proposta de reformulação do censo dos EUA, sugerindo a utilização de equipes já dedicadas a pesquisas de indicadores. “Temos que rever essas políticas nesse ano, para ter tempo de ajustar até 2030”, declarou, indicando a necessidade de planejamento antecipado para as próximas coletas de dados.

