Tensão no Senado Argentino
A tarde desta quarta-feira (11) foi marcada por momentos de alta tensão em frente ao Senado da Argentina. Um debate sobre o projeto de lei de reforma trabalhista apresentado pelo governo de Javier Milei gerou protestos de sindicatos e movimentos sociais. A manifestação, que inicialmente reunia milhares de pessoas, escalou para um confronto direto com a polícia quando um grupo de manifestantes avançou sobre as barricadas próximas ao Congresso Nacional.
Confronto e Reação Policial
Relatos indicam que alguns manifestantes removeram barricadas para tentar atingir os policiais e usaram pedaços de pau para atacar as forças de segurança. Pedras e coquetéis molotov também foram lançados contra o cordão de segurança. Em resposta à escalada da violência, a polícia utilizou gás e canhões de água para dispersar a multidão, controlando a situação após vários minutos de embate.
Detalhes da Reforma Trabalhista e Críticas
O projeto de reforma trabalhista em discussão visa flexibilizar contratos, reduzir indenizações por demissão, facilitar demissões, limitar o direito de greve e permitir pagamentos em espécie, além do fracionamento de férias. O governo Milei defende que essas medidas, juntamente com a redução de encargos sociais, estimularão a formalização do mercado de trabalho, que atualmente tem 40% de trabalhadores informais. No entanto, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) considera as mudanças “regressivas”, e a oposição e sindicatos questionam a promessa de criação de empregos em um cenário de estagnação econômica.
Divergências e Impactos
A pequena indústria, um dos principais empregadores do país, argumenta que a reforma deveria vir acompanhada de incentivos ao investimento fabril, citando o fechamento de 18 mil empresas nos últimos dois anos. Enquanto o governo negociou modificações para garantir aprovação rápida do projeto, alguns sindicatos mais combativos, como o dos Aceiteros, consideram a reação da CGT tímida e pedem greve geral. Desde dezembro de 2023, as políticas de Milei já resultaram na perda de cerca de 300 mil empregos formais em setores como construção civil, indústria e economias regionais.

