Carnaval De São Paulo: Blocos Lgbtqia+ Atraem Multidões E Conquistam Público Hetero Em 2026

Carnaval de São Paulo: Blocos LGBTQIA+ Atraem Multidões e Conquistam Público Hetero em 2026

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Diversidade é a Marca do Carnaval Paulistano

Os blocos com temática LGBTQIA+ se consolidaram como verdadeiras potências do carnaval de rua de São Paulo em 2026, atraindo um público vasto e diversificado que desafiava expectativas. Foliões heterossexuais e pessoas fora do padrão imaginado pelos nomes dos blocos lotaram as ruas, muitos sem sequer ter conhecimento prévio da identidade dos grupos que celebravam.

Minhoqueens e Dramas de Sapatão: Ritmo e Consciência no Centro

No coração da cidade, o bloco Minhoqueens, fundado pela drag queen Mama Darling, celebrou seus dez anos de existência com um desfile memorável. A concentração na esquina das avenidas Ipiranga e São João atraiu uma multidão que mal permitia a passagem do trio elétrico. Com apresentações de Drag Baiana, Lia Clark, MC Xuxu e Paola Cadillac, o bloco ecoou a mensagem de que “o sonho nunca envelhece”, como expressou Mama Darling.

A poucas quadras dali, no Largo do Arouche, o bloco Dramas de Sapatão, criado por mulheres lésbicas, ofereceu uma alternativa vibrante. Comandado pela DJ Cardya e fundado pela influenciadora Dady Veríssimo e Pam Santos, o bloco tinha como objetivo criar um espaço seguro para lésbicas, mas abriu as portas para todos. “Todas são bem-vindas, seja lá qual for sua identidade e sexualidade”, afirmou Dady, ressaltando a proposta de “samblar na cara da sociedade contra todos os preconceitos”. A diversidade de público presente era evidente, com foliões de outros blocos se juntando à celebração.

Agrada Gregos: O Gigante do Ibirapuera

Longe do centro, o bloco Agrada Gregos, autodeclarado o “maior bloco LGBTQIA+ do Brasil”, tomou a Avenida Pedro Álvares Cabral, próximo ao Parque do Ibirapuera. Patrocinado por grandes marcas, o bloco contou com a presença de nomes como Gretchen e Gloria Groove, atraindo um público majoritariamente jovem, entre 20 e 30 anos. O bloco, criado por DJs Gabriel Ribeiro e Nathália Takenobu, segue o modelo de profissionalização já visto na Parada do Orgulho LGBT+.

A diversidade de identidades de gênero e orientações sexuais marcou presença também no Agrada Gregos. Muitos participantes, como o estudante Vicente, de 22 anos, revelaram que a identidade do bloco era secundária. “Para gente, honestamente, isso nem importa”, disse ele, acompanhado da namorada e de amigos fantasiados de gregos antigos, mostrando que a celebração e a união são os verdadeiros pilares do carnaval.

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