O Surgimento do GEO e o Debate Sobre o Futuro do SEO
O avanço das inteligências artificiais generativas trouxe uma nova sigla ao marketing digital: GEO, ou Generative Engine Optimization. Este conceito foca na otimização de marcas e conteúdos para garantir visibilidade nas respostas geradas por IAs. Paralelamente, surgiram narrativas de que o SEO (Search Engine Optimization) estaria perdendo relevância. No entanto, especialistas e estudos recentes indicam que o GEO é, na verdade, uma extensão do SEO, aproveitando seus pilares fundamentais.
GEO se Apoia nos Fundamentos do SEO, Amplificando sua Importância
Luciano Arthur, fundador da Escola de SEO e especialista com mais de 15 anos de experiência, explica que o GEO utiliza e eleva fatores já consolidados no ranqueamento orgânico. “Estrutura técnica, autoridade de marca, qualidade de conteúdo e menções em veículos relevantes continuam sendo determinantes para aparecer tanto no Google quanto nas respostas das inteligências artificiais”, afirma Arthur. Ele ressalta que o GEO não substitui o SEO, mas sim se apoia em sua base sólida.
Estudos e Testes Práticos Confirmam a Conexão entre SEO e Respostas de IA
Um estudo da Ahrefs, ferramenta renomada no mercado de SEO, analisou mais de 75 mil marcas e encontrou uma forte correlação entre menções de marca e sua presença em respostas geradas por IAs. Marcas com maior volume de menções, uso consistente do nome em âncoras e maior reconhecimento tendem a ser mais citadas. Testes práticos realizados por agências e alunos da Escola de SEO corroboram essa visão: projetos com estratégias de SEO robustas ganham mais visibilidade tanto nos resultados orgânicos quanto nas respostas de IAs como ChatGPT e Gemini.
Ferramentas de SEO se Adaptam e o Alerta do Google
Plataformas como Semrush e Ahrefs já estão incorporando recursos para monitorar a menção de marcas em respostas de IA. Apesar disso, o impacto direto das IAs no tráfego e conversões ainda é limitado para muitos segmentos. Dados da Semrush mostram que o uso de IAs não diminuiu a busca no Google; pelo contrário, muitos usuários continuam utilizando ambos. John Mueller, do Google, alerta contra a proliferação de siglas e discursos sensacionalistas, indicando que a urgência e a exaltação de novas terminologias podem estar ligadas a práticas de spam ou golpes, reforçando a importância de se ater aos fundamentos do marketing digital.

