Oposição comemora e vê ‘fim de um ciclo de opressão’
Integrantes da oposição no Congresso Nacional brasileiro comemoraram neste sábado (3) os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a anunciada captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O deputado Zucco (PL-RS) avaliou o momento como “verdadeiramente histórico” para a América Latina, afirmando que a Venezuela agora tem “a chance de renascer” e avançar. Segundo ele, a captura de Maduro representa o fim de um ciclo de opressão e o início de uma nova etapa, com oportunidade para reconstruir instituições, restabelecer o Estado de Direito, garantir eleições livres e devolver dignidade ao povo venezuelano.
O senador e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União-PR) também celebrou a ação, declarando em suas redes sociais que se trata do “fim de Maduro, o tirano de Caracas”, considerando a ação “melhor para Venezuela e para o mundo”. O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) declarou em vídeo que “acabou o regime ditatorial na Venezuela” e comemorou a queda do “regime esquerdista” no país.
Base governista condena ação e alerta para ‘interesses imperialistas’
Parlamentares da base governista, por outro lado, avaliaram a ação norte-americana como “grave” e condenaram a violação de direitos internacionais. A líder do PSOL na Câmara, a deputada Talíria Petrone (RJ), classificou o ataque como “inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina”, acusando Donald Trump de visar as reservas de petróleo do país.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) prestou solidariedade à população venezuelana e afirmou que a ação americana tem o objetivo de “assumir o controle do petróleo e das riquezas minerais do país vizinho”. Em vídeo, ele classificou a ação como uma agressão militar dos EUA que atinge a população civil, comparando-a a conflitos em outras regiões e denunciando o “imperialismo” que exporta guerra e destruição. A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) destacou que os ataques dos EUA são uma “grave violação do direito internacional e ameaça direta à vida de civis”.
Contexto e Repercussão Internacional
O anúncio da captura de Maduro foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, através das redes sociais, que prometeu detalhar a operação em uma coletiva de imprensa. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. Em resposta aos ataques, o governo venezuelano declarou emergência nacional e mobilizou planos de defesa, com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, prometendo resistir à presença de tropas estrangeiras. A tensão entre EUA e Venezuela tem crescido nos últimos meses, com o Pentágono deslocando contingente militar e atacando embarcações no Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico.

