Internação e Preparativos para Cirurgia de Correção de Hérnia
O ex-presidente Jair Bolsonaro iniciou nesta quarta-feira (24) sua internação em Brasília para exames preparatórios e a realização de uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. A autorização para a internação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após parecer da Polícia Federal (PF) atestar a necessidade da intervenção médica.
Procedimento Cirúrgico e Recuperação Prevista
A cirurgia está agendada para a manhã de quinta-feira (25), com duração estimada entre três e quatro horas. Este será o sétimo procedimento cirúrgico de Bolsonaro desde 2018, todas decorrentes das sequelas da facada sofrida durante a campanha presidencial daquele ano. A hérnia inguinal bilateral ocorre quando uma parte do intestino se projeta através de pontos enfraquecidos na parede abdominal, na região da virilha. O objetivo da cirurgia é realocar o conteúdo abdominal e fortalecer a musculatura local.
A equipe médica também avalia a possibilidade de realizar um bloqueio anestésico no nervo frênico para mitigar as crises de soluços persistentes que Bolsonaro tem enfrentado. Após o procedimento, o ex-presidente passará por controle rigoroso da dor, fisioterapia e medidas preventivas contra eventos trombóticos. A previsão de internação é de cinco a sete dias, período considerado necessário para a recuperação, com particular atenção ao histórico de cirurgias abdominais do paciente.
Decisão de Alexandre de Moraes e Condições da Pena
O pedido de internação foi analisado por Alexandre de Moraes, que destacou que Bolsonaro possui “plenas condições de tratamento de saúde” na Superintendência da PF no Distrito Federal, local próximo ao hospital onde será operado. Apesar de reconhecer a indicação médica, Moraes classificou a cirurgia como eletiva, não emergencial. A PF indicou que a intervenção deveria ocorrer “o mais breve possível”, mas sem urgência imediata.
A autorização para a internação não interfere na execução da pena de 27 anos e três meses de prisão a que Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. Durante a internação, o ex-presidente será acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Pedidos para a presença de seus filhos, Flávio e Carlos Bolsonaro, foram negados por Moraes, que afirmou que a liberação dependerá de decisão judicial.

