O goleiro Safonov, do Paris Saint-Germain, protagonizou um momento épico e surpreendente na final da Copa Intercontinental contra o Flamengo. Após defender quatro cobranças de pênaltis decisivas, garantindo o título ao PSG, foi revelado que o arqueiro atuou com uma fratura na mão esquerda durante grande parte da disputa. A notícia, divulgada pelo clube francês, chocou o mundo do futebol e o próprio técnico Luis Enrique.
Heroísmo e Lesão: O Sacrifício de Safonov
A lesão de Safonov ocorreu durante a acirrada decisão, realizada em Doha, no Catar, após um empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. O departamento médico do PSG confirmou a fratura e estimou um período de afastamento de até um mês para o jogador. Ele já está fora da próxima partida da Copa da França, contra o Fontenay, conforme comunicado oficial do clube nesta sexta-feira.
Em entrevista coletiva, o técnico Luis Enrique expressou seu espanto com a situação. “Não consigo explicar. É incrível. O jogador não sabe como aconteceu. Acreditamos que foi no terceiro pênalti, quando ele fez um movimento estranho. Acreditamos que a adrenalina estava tão forte que ele defendeu as penalidades sem sentir nenhuma dor”, afirmou o treinador espanhol, destacando a resiliência e a força mental de seu goleiro.
Impacto no PSG e a Polêmica da ‘Cola’
A ausência de Safonov representa um desafio para o PSG. Para a posição, Luis Enrique pode optar por Lucas Chevalier ou dar uma oportunidade ao terceiro goleiro, Renato Marin, segundo informações do jornal Le Parisien.
Além do heroísmo, Safonov também foi alvo de uma polêmica após a partida. Um vídeo flagrou o goleiro no banco de reservas utilizando uma “cola” com informações detalhadas sobre como os jogadores do Flamengo costumavam cobrar pênaltis. Essa estratégia, embora questionável, demonstra a preparação minuciosa do atleta para a decisão.
As Defesas Decisivas
Na série de cinco cobranças do Flamengo, Safonov se tornou o grande herói ao parar os chutes do meio-campista Saúl, do atacante Pedro, do zagueiro Léo Pereira e do polivalente Luiz Araújo. Ele foi vazado apenas na cobrança de De La Cruz, garantindo o troféu para o Paris Saint-Germain e solidificando seu nome na história do clube, mesmo que com uma mão fraturada.

