O Peso das Despesas de Início de Ano
O começo de cada ano traz consigo um conjunto de despesas que podem desestabilizar o orçamento familiar. IPTU, IPVA, material escolar e outras contas fixas e variáveis somam-se, exigindo planejamento financeiro. Gilvan Bueno, colunista do CNN Money, apresentou em participação no CNN Novo Dia estratégias cruciais para que os brasileiros consigam atravessar este período com as contas em dia e iniciar 2026 com saúde financeira.
Compras Escolares: A Arte da Pesquisa e da Economia Inteligente
Um dos grandes vilões do início de ano são os gastos com material escolar. Em 2024, foram desembolsados mais de R$ 49 bilhões nesta categoria, um aumento expressivo de 43% nos últimos quatro anos. Bueno enfatiza a importância da pesquisa de preços, que pode gerar uma economia de até 269% entre diferentes estabelecimentos. Ele ressalta que o Código de Defesa do Consumidor protege os pais da exigência de marcas específicas pelas escolas, permitindo a compra de produtos similares e mais acessíveis.
O Desafio do Endividamento e o Impacto nas Famílias
O parcelamento virou a principal ferramenta para muitas famílias enfrentarem as despesas de início de ano. No entanto, o uso indiscriminado do cartão de crédito e do cheque especial, com taxas de juros que podem ultrapassar 400% ao ano, representa um risco considerável. Bueno aponta que famílias com renda de até R$ 4 mil comprometem entre 30% e 40% de seus rendimentos com impostos, material escolar e despesas fixas. Este cenário é ainda mais desafiador para cerca de 30 milhões de brasileiros que recebem apenas um salário mínimo, atualmente em R$ 1.612,00.
Perspectivas Positivas para 2026: Imposto de Renda e Juros
Para 2026, há expectativas de alívio financeiro para muitos brasileiros. Uma das mudanças importantes é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, beneficiando aproximadamente 10 milhões de pessoas. Essa medida tem o potencial de impulsionar o poder de consumo. Outra notícia animadora é a possibilidade de redução da taxa Selic pelo Banco Central em março. Segundo a FEBRABAN, 70% dos bancos preveem um corte nos juros, o que pode facilitar o acesso ao crédito e baratear financiamentos, desde que ocorra de forma controlada para não gerar pressão inflacionária.

