Morte de Preso Político Acende Alerta
A morte do preso político Edison Torres Fernández, de 52 anos, funcionário da Polícia do Estado de Portuguesa com mais de duas décadas de serviço, foi denunciada por familiares e grupos de direitos humanos neste domingo. Fernández estava detido desde 9 de dezembro de 2025, acusado de traição à pátria e associação para delinquir. Ele faleceu na Zona 7 da Polícia Nacional, em Boleita, estado de Miranda. A denúncia foi feita pelo Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos através das redes sociais.
Processo de Liberações Lento e Controverso
O falecimento de Torres Fernández ocorre em um momento de negociações para a libertação de presos políticos na Venezuela, impulsionado por pressões internacionais, especialmente dos Estados Unidos, após eventos recentes envolvendo o governo. A principal coalizão opositora, a Plataforma Unitária, informou sobre a soltura de 22 presos até o último domingo, sem divulgar os nomes. ONGs, no entanto, relatam um número menor, cerca de 12 libertados, em um universo estimado de 800 a 1.200 detidos políticos.
Famílias Cobram Agilidade e Transparência
Apesar do anúncio do governo sobre a liberação de um “número significativo” de detidos, incluindo estrangeiros, o processo tem sido criticado pela lentidão e falta de clareza. Dezenas de famílias têm acampado em frente a centros de detenção, como El Rodeo I, nos arredores de Caracas, em busca de informações, mas relatam a falta de respostas por parte das autoridades. A Plataforma Unitária exigiu a aceleração dos processos para “acabar com o sofrimento de presos e famílias”.
Lista de Soltos e Cobranças por Informações Completas
Entre os indivíduos que já foram liberados, segundo informações divulgadas, estão o ex-candidato presidencial Enrique Márquez, o ativista Biagio Pilieri, Rocío San Miguel (com outros quatro espanhóis), o Dr. Virgilio Valverde e Didelis Corredor. Contudo, a ONG Justiça, Encontro e Perdão cobra a divulgação de uma lista completa com nomes, locais de detenção e condições de soltura, a fim de evitar falsas esperanças e garantir a veracidade das informações. A imprensa internacional também tem enfrentado dificuldades em obter respostas do governo venezuelano sobre o andamento das libertações.

