2025/12 — Lobby Agrícola Na Ue Pressiona Acordo Mercosul Ue, Mas Cna Vê Benefícios Para Agronegócio Brasileiro

2025/12 — Lobby Agrícola na UE Pressiona Acordo Mercosul-UE, Mas CNA Vê Benefícios para Agronegócio Brasileiro

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As negociações para o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia enfrentam uma forte resistência por parte do setor agrícola europeu. Segundo Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a pressão do lobby agrário na Europa tem se intensificado, especialmente após os protestos de agricultores ocorridos no início do ano passado.

Salvaguardas Europeias: Medida Unilateral e Não Parte do Acordo

Mori esclareceu que as recentes salvaguardas aprovadas pelo Parlamento Europeu não integram o texto final do acordo, que teria sido fechado em dezembro do ano anterior. “Esse documento é uma regulamentação interna, ou seja, é uma medida unilateral da União Europeia com relação à medida de salvaguardas”, explicou a diretora em entrevista ao CNN Money. Essas novas regras europeias preveem investigações comerciais mais rápidas, com prazos de dois a quatro meses para carnes, e restrições para produtos cujas exportações para a UE aumentem mais de 8% em volume, ao longo de três anos consecutivos.

Benefícios do Acordo para o Agronegócio Brasileiro

Apesar das controvérsias e das medidas unilaterais impostas pela UE, a CNA ressalta os benefícios potenciais do acordo para o agronegócio brasileiro. A principal vantagem apontada é a redução das tarifas de importação. “O Brasil e o Mercosul como um todo têm uma rede de acordos comerciais muito limitada”, afirmou Mori, destacando que, mesmo com essa limitação, o Brasil já é o maior exportador líquido de alimentos do mundo.

Competitividade e Abertura Comercial

A diretora da CNA enfatizou a alta competitividade e o caráter globalizado do agronegócio brasileiro. A abertura comercial promovida pelo acordo, segundo ela, seria positiva para o setor como um todo, embora reconheça a existência de setores mais sensíveis. “Do ponto de vista de cesta de ofertas, a gente está falando de 90% do que a gente exporta do comércio bilateral”, disse Mori, ponderando que, embora as cotas pudessem ser maiores, o acordo representa o que foi possível negociar ao longo de muitos anos.

Exigências Específicas de Países Europeus

Em relação a um possível adiamento na assinatura do acordo, Mori sugeriu a necessidade de entender os motivos. Ela mencionou que alguns países europeus têm apresentado exigências específicas. A Itália, por exemplo, solicita um fundo de compensação para seus agricultores, enquanto a França defende a implementação de uma “cláusula espelho”, que imporia aos países do Mercosul as mesmas regras de produção vigentes na UE.

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