Lula Liga Para Delcy Rodríguez Após Captura De Maduro Pelos Eua E Questiona Legalidade De Ação Unilateral De Trump

Lula liga para Delcy Rodríguez após captura de Maduro pelos EUA e questiona legalidade de ação unilateral de Trump

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Conversa entre Lula e Delcy Rodríguez

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve contato com a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, na manhã de sábado. A ligação, realizada a partir da base das Forças Armadas na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, ocorreu poucas horas após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez, aliada histórica de Maduro, agora assume interinamente a presidência do país sul-americano.

Apoio e reconhecimento internacional para Delcy Rodríguez

Segundo um oficial do Palácio do Planalto, a conversa focou na situação política naquele momento. Delcy Rodríguez, figura chave no regime venezuelano, conseguiu o apoio das Forças Armadas locais e, surpreendentemente, a anuência do governo de Donald Trump para se manter no poder temporariamente. Em um movimento inesperado, o próprio Trump descartou a possibilidade de a líder opositora María Corina Machado, laureada com o Prêmio Nobel da Paz em dezembro de 2025, assumir interinamente, declarando Delcy Rodríguez como a líder em exercício.

Ação unilateral dos EUA e prisão de Maduro

O governo Trump agiu sem consultar o Conselho de Segurança das Nações Unidas ou o Congresso americano, caracterizando a operação militar como uma ação unilateral e ilegal. Nicolás Maduro foi detido em Caracas e rapidamente transferido para Nova York, onde enfrenta acusações de liderar o cartel Los Soles, organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Maduro nega as acusações.

Posicionamento americano e a administração temporária

Na mesma ocasião em que reconheceu Delcy Rodríguez como presidente interina, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os americanos administrariam temporariamente a Venezuela. Essa declaração, somada à operação militar sem aval internacional, levanta questionamentos sobre a soberania e a legalidade das ações americanas na região.

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