Tesouro Nacional aprova empréstimo bilionário para os Correios
O Tesouro Nacional deu sinal verde para um empréstimo de até R$ 12 bilhões destinado aos Correios. A decisão, anunciada em Brasília, representa um alívio financeiro para a estatal, que busca se reestruturar economicamente. Este montante é inferior aos R$ 20 bilhões inicialmente solicitados e negados no início do mês, mas atende aos critérios de capacidade de pagamento da empresa.
Condições favoráveis e economia para a estatal
O empréstimo aprovado apresenta termos significativamente mais vantajosos para os Correios. O prazo de pagamento é de 15 anos, com três anos de carência, e os juros serão de 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Essa taxa é inferior ao limite usual de 120% do CDI para operações com garantia da União e representa uma economia estimada em quase R$ 5 bilhões ao longo do contrato, comparado a propostas anteriores que previam juros de 136% do CDI.
Limite de uso e conformidade fiscal
Apesar do valor total autorizado ser de R$ 12 bilhões, os Correios só poderão utilizar até R$ 5,8 bilhões em 2025. Este limite está alinhado com o déficit primário projetado para o ano, que foi revisado para R$ 5,8 bilhões. Dessa forma, os recursos do empréstimo cobrirão despesas já previstas no orçamento, mantendo a operação em conformidade com os limites fiscais estabelecidos pela legislação.
Alterações no CMN e análise rigorosa
Para viabilizar esta operação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) criou um sublimite específico de R$ 12 bilhões para operações de crédito com garantia da União destinadas aos Correios em 2025. A proposta foi analisada em conjunto com cinco instituições financeiras, sendo três privadas e duas públicas, que não tiveram seus nomes divulgados oficialmente. A aprovação final das minutas contratuais ocorrerá sob supervisão da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e do Tesouro Nacional.

