Revogação da Condenação à Morte
A China revogou a condenação à morte de Robert Schellenberg, cidadão canadense preso há 12 anos sob acusação de tráfico de drogas. A informação foi confirmada por uma fonte governamental do Canadá à agência AFP, nesta sexta-feira (6). Essa decisão surge em um momento delicado para as relações diplomáticas entre os dois países.
Contexto de Tensões Diplomáticas
A condenação à morte de Schellenberg, decretada em 2019, ocorreu em meio a um período de fortes tensões entre China e Canadá. As relações se deterioraram após a prisão, em Vancouver, de Meng Wanzhou, diretora financeira da gigante de tecnologia Huawei, a pedido dos Estados Unidos. Em retaliação, Pequim deteve dois canadenses, Michael Spavor e Michael Kovrig, acusados de espionagem, o que Ottawa classificou como uma medida de represália.
A Prisão e Condenação de Schellenberg
Robert Lloyd Schellenberg foi detido em 2014, sob acusações de narcotráfico. Inicialmente, a pena imposta foi de 15 anos de prisão, considerada branda pelas autoridades chinesas, que subsequentemente o condenaram à morte. Após a revogação da sentença capital, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Canadá, Thida Ith, assegurou que o governo continuará prestando serviços consulares a Schellenberg e sua família.
Esforços Diplomáticos e Futuro das Relações
A revogação da pena de morte pode estar ligada aos esforços diplomáticos recentes. Em janeiro, o primeiro-ministro canadense Mark Carney visitou a China com o objetivo de expandir mercados de exportação e reduzir a dependência comercial dos Estados Unidos, especialmente diante das tensões com o governo americano. Embora o governo canadense não tenha comentado diretamente se a diplomacia durante a visita de Carney influenciou a decisão judicial, a medida é vista como um possível sinal de distensão.

