O paradoxo da beleza no cinema
O que parece uma situação inusitada, mas que diverte, aconteceu com o ator Ethan Hawke durante a concepção do filme ‘Blue Moon’, nono longa fruto da parceria com o diretor Richard Linklater. A produção, que narra o declínio do compositor Lorenz Hart, quase não saiu do papel devido a um motivo surpreendente: a beleza de Hawke. Segundo o ator, Linklater considerou que ele era “bonito demais” para o papel e que precisaria esperar que ele ficasse “menos atraente” para que o projeto avançasse.
A espera de uma década pelo papel
Durante um evento no Festival de Veneza, Hawke compartilhou a conversa com Linklater. “Ele disse: ‘Você ainda é atraente demais. Precisamos esperar até que você seja um pouco menos atraente’. Eu fiquei tipo: ‘Do que você está falando?’ E ele disse: ‘Apenas confie em mim. Vamos colocar isso na gaveta e, daqui a poucos anos, lemos novamente e vemos se estamos prontos ou não'”, relatou o ator, arrancando risadas da plateia.
Essa decisão criativa se deu pelo fato de Lorenz Hart ser descrito como um homem franzino, de baixa estatura, calvo e com um semblante marcado pelo tempo, características distantes da imagem que Ethan Hawke ostentava anos antes. Quando Linklater finalmente ligou para anunciar que o filme seria produzido, Hawke, de bom humor, mandou o diretor

