Pesquisa Quaest Revela “teto” De Lula E Surpreendente “herança” De Votos Para Flávio Bolsonaro

Pesquisa Quaest Revela “Teto” de Lula e Surpreendente “Herança” de Votos para Flávio Bolsonaro

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Lula Estaciona Acima dos 40%, Dificultando Avanços Robustos

A mais recente pesquisa Genial/Quaest aponta para uma consolidação da liderança de Luiz Inácio Lula da Silva no cenário eleitoral, mas com um dado crucial: o petista parece ter atingido um “teto” em torno de 35% a 38% das intenções de voto no primeiro turno. Apesar de manter a dianteira em todos os cenários de segundo turno, a dificuldade em ultrapassar a marca dos 40% de forma folgada é vista como um ponto de atenção. O cientista político Mauro Paulino, em análise, destacou que mesmo com conhecimento praticamente unânime e alta exposição midiática, Lula se mantém estável, sugerindo que os indicadores macroeconômicos positivos não se traduzem diretamente em uma percepção de melhora concreta na vida do eleitor.

Flávio Bolsonaro: A Transferência “Inédita” de Votos do Bolsonarismo

Em contrapartida, Flávio Bolsonaro demonstra uma capacidade de absorção de votos de Jair Bolsonaro que Paulino classifica como “inédita” na política brasileira. A migração do eleitorado bolsonarista para o filho tem sido mais automática do que o histórico sugere, consolidando-o como o principal polo competitivo da direita, mesmo sem uma estrutura de campanha formalizada. Embora o crescimento comece a dar sinais de desaceleração, a grande incógnita reside em qual será o teto de Flávio e até que ponto a força do sobrenome superará a rejeição herdada. A pesquisa aponta Flávio com 29% a 30% no primeiro turno, com a distância para Lula reduzida de 16 para cinco pontos percentuais.

Medo Divide o Brasil: Bolsonaro ou Lula?

Um dos dados mais reveladores da pesquisa Quaest é o recorte emocional do eleitorado. Quando questionados sobre seus maiores temores, 44% dos entrevistados apontam a volta da família Bolsonaro ao Planalto, enquanto 41% temem a permanência de Lula. A diferença, embora dentro da margem de erro, simboliza a profunda divisão do país, que se encontra praticamente simétrica em termos de receios. Essa dicotomia reflete a polarização acirrada que marca a atual disputa eleitoral.

São Paulo: O Colégio Eleitoral que Pode Decidir a Eleição

O cenário eleitoral ganha contornos ainda mais estratégicos ao observar o maior colégio eleitoral do país. Em São Paulo, uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas indica que Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula (37,8% contra 33,7%), dentro da margem de erro. Paulino relembra a tendência histórica: o interior paulista, com perfil mais conservador, tende a favorecer candidaturas de direita, enquanto Lula pode ter bom desempenho na capital. Nesse contexto nacional acirrado, São Paulo assume um papel decisivo, não apenas pelo volume de eleitores, mas pela sua capacidade de influenciar o resultado final da eleição.

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