Engenheiros Do Hawaii E Ira!: O Que Une Augusto Licks E Edgard Scandurra Além Dos Riffs Que Marcaram Uma Geração?

Engenheiros do Hawaii e Ira!: O que une Augusto Licks e Edgard Scandurra além dos riffs que marcaram uma geração?

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A música que transcende o tempo

Os acordes de guitarra que embalaram uma geração continuam ecoando pelos palcos do Brasil, provando que a força dessas canções é perene. Em um bate-papo exclusivo com a CNN Brasil, dois dos maiores nomes da guitarra nacional, Augusto Licks, ex-Engenheiros do Hawaii, e Edgard Scandurra, do Ira!, compartilharam os segredos que mantêm suas carreiras aquecidas e suas músicas relevantes.

Novas parcerias, velhas canções e a busca pela surpresa

O que une Licks e Scandurra? A resposta reside na constante reinvenção através de novas colaborações e na capacidade de reavivar hinos que se tornaram trilha sonora para muitos. Augusto Licks, por exemplo, tem rodado o país com a turnê “Augusto Licks & Engenheiros”. Ao lado da baterista Ananda Torres e do baixista Sandro Trindade, ele revisita o lado A e o lado B dos Engenheiros do Hawaii, mas com um toque de novidade.

“Foi um período muito emocionante e gratificante, pois juntamos a vontade de tocar com a vontade do público em nos ouvir”, afirma Licks sobre as apresentações que fez com Trindade e Carlos Maltz (também ex-Engenheiros) tocando os clássicos da formação “GLM” (Gessinger, Licks e Maltz). Agora, com Ananda Torres na bateria, Licks explica que a essência do show é preservada, mas com novos arranjos, citações e, surpreendentemente, canções que a banda nunca apresentou em sua época.

Licks adianta que o público pode esperar faixas de álbuns como “GLM”, “Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém” e até mesmo uma versão de “Várias Variáveis”, que na época foi gravada como uma vinheta. Para os fãs que ainda sonham com um reencontro de Licks, Maltz e Humberto Gessinger, o guitarrista sugere que baixem a expectativa, pois cada um segue seu caminho, mas as canções continuam entrelaçando suas histórias.

Edgard Scandurra: a intensidade do Ira! e a liberdade dos projetos paralelos

Já Edgard Scandurra segue firme com o Ira!, mas também explora projetos paralelos que o permitem experimentar. Recentemente, apresentou-se com Rodrigo Saldanha na bateria e seu filho, Daniel Scandurra, no baixo, em um formato essencial marcado pela intensidade e conexão entre os músicos.

“Quando eu toco com o Ira!, tem uma assinatura de todos os músicos da banda, então meu público vai ao show do Ira! para cantar junto”, explica Scandurra. “Nos meus shows alternativos ou solos, o público já está preparado para surpresas, então vai justamente pelo contrário, para ser surpreendido”, completa.

Scandurra teoriza que essa busca por novidade pode ser uma herança da música eletrônica dos anos 90, onde DJs surpreendiam o público em raves. Para ele, a surpresa é bem-vinda e se manifesta em seus solos improvisados com o Ira! e, de forma mais explícita, em seus trabalhos solo. A correria é grande, com shows em diferentes cidades e até três projetos distintos em um único dia, incluindo trabalhos com música infantil e eletrônica.

A música como refúgio e ânimo

Em tempos de incertezas globais, Licks vê a música como uma “válvula de escape”, uma forma de encontrar ânimo diante de uma realidade desanimadora. Ele acredita que algumas frases de canções antigas ressoam com mais força atualmente, conectando o passado com o presente de maneira profunda. A capacidade da música de nos transportar e de nos oferecer um momento de respiro é, sem dúvida, um de seus maiores poderes.

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