Fumaça surge perto do principal aeroporto do Líbano
Uma coluna de fumaça foi avistada na manhã desta quarta-feira (4) nos subúrbios ao sul de Beirute, próximo ao Aeroporto Internacional Rafic Hariri, principal ponto de entrada e saída do Líbano. Imagens da agência de notícias Reuters capturaram o momento.
Apesar da visibilidade da fumaça, o aeroporto permanece em operação. No entanto, a maioria dos voos internacionais foi cancelada, conforme indicado no painel de chegadas do terminal. Um voo da Middle East Airlines (MEA), a principal companhia aérea libanesa, pousou com sucesso às 8h25, no horário local.
Alerta de evacuação e ataques em Baalbek
A situação de tensão é agravada por um alerta urgente emitido pelo Exército israelense, que instruiu moradores a deixarem os subúrbios ao sul da capital, com foco especial no bairro de Haret Hreik. A MEA já demonstrou resiliência ao manter operações de voo mesmo durante o conflito de 2024 entre Israel e Hezbollah.
Em outro incidente, um ataque israelense atingiu um prédio residencial de quatro andares na cidade de Baalbek, no Líbano, na manhã desta quarta-feira. Segundo a mídia estatal libanesa, o bombardeio resultou na morte de pelo menos cinco pessoas e deixou outras 15 feridas.
Bombardeios se intensificam na região
Os ataques israelenses no Líbano continuaram na manhã de hoje. Mais cedo, o Ministério da Saúde libanês reportou que um ataque aéreo em Aramoun, ao sul de Beirute, causou a morte de pelo menos seis indivíduos.
Contexto regional de escalada de tensões
Estes eventos ocorrem em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio. A situação se intensificou após uma onda de ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de setembro, em meio a preocupações com o programa nuclear iraniano. O Irã retaliou contra países que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Houve também relatos sobre a morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e ameaças de retaliação por parte do Irã, com o presidente iraniano afirmando ser um “direito e dever legítimo” buscar vingança. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu com ameaças de força “nunca antes vista” caso o Irã atacasse.

