Diretor executivo do SãoPaulo, Rui Costa, revelou os motivos por trás da demissão do técnico Hernán Crespo. A decisão ocorreu logo após a eliminação do Tricolor Paulista para o Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista. Em entrevista ao programa CNN Esportes S/A, Costa enfatizou a necessidade de “competitividade imediata” para o clube, contrastando com a visão de Crespo de um trabalho a médio e longo prazo.
“Havia a necessidade de um alinhamento. A necessidade de buscarmos alguma mudança metodológica e uma visão de competitividade imediata”, declarou o dirigente. Ele ressaltou que, mesmo com o São Paulo invicto no Campeonato Brasileiro na época, o clube de grande porte como o Tricolor Paulista exige prazos mais curtos para resultados. A decisão, segundo Costa, foi tomada pelo departamento de futebol com o apoio do presidente, Harry Massis Júnior.
Costa explicou que o início de temporada turbulento impediu um tempo adequado para reflexão sobre as decisões futuras. “A partir de toda uma avaliação que fizemos desde o final do ano passado e do início dessa temporada (sobre a demissão). Eu tenho dito que nós não tivemos sequer tempo para ter uma janela de observação e de reflexão”, contou.
A eliminação para o arquirrival Palmeiras foi apontada como fator crucial. “Essa janela surge exatamente após a desclassificação e a derrota contra o nosso adversário. Nosso tradicional adversário que nos tirou o direito de buscarmos o título que nós tanto almejávamos, que era do Campeonato Paulista. Exatamente nesse período, nós fizemos uma reflexão projetando o que nós teríamos no ano, e principalmente o que nós queríamos conquistar no ano. E aí entendemos, concluímos e convencemos a nossa liderança máxima de que essa mudança era necessária naquele momento”, detalhou.
Durante a conversa, Rui Costa também avaliou o início de temporada do Tricolor, abordou o cenário financeiro e defendeu a escolha de Roger Machado, classificando-o como um treinador de “alto nível”. O executivo projetou um futuro competitivo para a equipe, mesmo com uma das menores folhas salariais da Série A, apostando em fatores que vão além do poder financeiro.
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