Relações Pessoais Preservadas, Diz Merz
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta quarta-feira (29) que sua relação pessoal com o ex-presidente Donald Trump permanece inalterada, apesar das recentes críticas. Merz havia declarado que o Irã estava humilhando os Estados Unidos nas negociações relativas ao conflito no Oriente Médio. “Do meu ponto de vista, a relação pessoal entre o presidente americano e eu continua tão boa quanto antes”, disse Merz em coletiva de imprensa em Berlim. Ele reiterou sua posição de longa data contra a guerra e as negociações com o Irã, destacando o impacto negativo na Europa, especialmente no fornecimento de energia e na economia alemã devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.
Origem da Controvérsia
A discórdia surgiu após Merz expressar, no início da semana, dúvidas sobre a estratégia americana no conflito. Ele observou que os iranianos estavam negociando “com muita habilidade – ou com muita habilidade para não negociar”, e que uma nação inteira parecia estar sendo humilhada pela liderança iraniana, particularmente pela Guarda Revolucionária Islâmica.
Reação de Trump e Acusações
Em resposta às declarações de Merz, Donald Trump criticou veementemente a situação econômica da Alemanha em uma publicação na rede social Truth Social, afirmando: “Não é à toa que a Alemanha está indo tão mal, tanto economicamente quanto em outros aspectos”. Trump também acusou Merz, sem apresentar evidências, de considerar aceitável que o Irã desenvolvesse armas nucleares. “Se o Irã tivesse uma arma nuclear, o mundo inteiro ficaria refém. Estou fazendo algo com o Irã, neste momento, que outras nações ou presidentes deveriam ter feito há muito tempo”, declarou o ex-presidente.
Posição Alemã Reforçada
As acusações de Trump distorcem a posição oficial de Merz e da Alemanha. Em 16 de abril, o chanceler alemão defendeu publicamente o fim do programa nuclear militar iraniano. A Alemanha, como membro da OTAN, autorizou o uso de bases militares americanas em seu território para operações relacionadas ao conflito, alinhando-se com a política externa ocidental.

