Primeira intervenção a beira-leito em UTI Neonatal
Uma cirurgia cardíaca realizada diretamente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal marcou um feito inédito em março no Hospital e Maternidade Brasiliense, da Hapvida, no Distrito Federal. O procedimento foi crucial para a recuperação de uma recém-nascida diagnosticada com persistência do canal arterial (PCA), uma condição congênita que afeta a circulação sanguínea. A intervenção foi determinante para a melhora clínica da paciente, que recebeu alta hospitalar após um período de internação.
Diagnóstico após dificuldades respiratórias
A bebê nasceu em 29 de janeiro, em uma gestação e parto sem complicações. No entanto, ainda na primeira semana de vida, começou a apresentar dificuldades para respirar. Esse quadro levou a família a retornar à unidade de saúde, onde, após avaliação médica, o problema cardíaco foi identificado. A mãe, Bárbara Lorena Rodrigues, relatou o choque da família com o diagnóstico: “Foi um baque. A gente não esperava. Quando ela foi intubada, no dia seguinte, entendemos a gravidade da situação”, desabafou.
Entendendo a Persistência do Canal Arterial
A persistência do canal arterial, conforme explica a médica Roberta Lengruber, coordenadora da UTI pediátrica e neonatal, é uma condição em que uma estrutura normalmente presente durante a vida fetal, o canal arterial, não se fecha após o nascimento. Essa falha no fechamento pode levar a um fluxo sanguíneo anormal entre as artérias aorta e pulmonar, comprometendo a oxigenação do corpo e exigindo intervenção médica especializada para corrigir a circulação.

