A crise no futebol italiano ganhou um novo e polêmico capítulo. De acordo com o jornal “La Repubblica”, jogadores da seleção discutiram a possibilidade de receber um bônus extra de 300 mil euros, a ser dividido entre os atletas, caso a equipe se classificasse para a Copa do Mundo. Essa revelação veio à tona após a surpreendente eliminação da Itália na repescagem europeia.
A discussão sobre o valor teria ocorrido às vésperas do confronto decisivo, que culminou na eliminação da Azzurra para a Bósnia. O momento da pauta gerou grande incômodo dentro da própria comissão técnica, que considerou a abordagem inadequada diante da importância da partida. A situação exigiu, inclusive, a intervenção do então técnico Gennaro Gattuso, que deixou o cargo dias após o revés.
O episódio passou a ser tratado como um retrato do ambiente conturbado na seleção, marcado por pressão, instabilidade e, segundo a imprensa italiana, uma desconexão com a importância do momento. A repercussão negativa ampliou ainda mais a crise já existente no futebol do país.
Fora das quatro linhas, a eliminação precoce teve consequências diretas. Além da saída de Gattuso, o presidente da federação italiana, Gabriele Gravina, também deixou seu posto. Nomes como Gianluigi Buffon se afastaram da estrutura da seleção, em um movimento de reestruturação.
Dentro de campo, o resultado ampliou um jejum histórico. A Itália ficará fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, algo inédito para uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial, ausente do torneio desde 2014.

