Irã em Alerta Máximo: Mobilização Geral e Recrutamento de Menores Frente à Possível Invasão Americana
Defesas reforçadas em ilhas estratégicas e ameaça de expansão do conflito no Golfo Pérsico marcam a resposta de Teerã à crescente tensão com os Estados Unidos.
Preparativos para um Confronto Prolongado
Diante da possibilidade de uma ofensiva terrestre dos Estados Unidos, o Irã iniciou uma ampla mobilização militar e civil. O país reforçou suas defesas em pontos estratégicos do Golfo Pérsico e ameaça expandir ataques na região, segundo informações do Wall Street Journal. O governo iraniano convoca a população para um esforço de guerra nos moldes do conflito contra o Iraque nos anos 1980, incluindo o recrutamento de menores de idade para funções de apoio.
Alerta da Anistia Internacional sobre Recrutamento de Menores
A medida de recrutar crianças a partir dos 12 anos para a força voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, é alvo de severas críticas de organizações internacionais. A Anistia Internacional afirma que tal prática pode configurar crime de guerra. Relatos indicam que menores foram mobilizados em postos de controle e patrulhas, alguns portando armamento, o que levanta sérias preocupações sobre a proteção de crianças em zonas de conflito.
Estratégias de Defesa e Ameaças Regionais
A ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã e um alvo provável em caso de invasão, teve suas defesas ampliadas com sistemas de mísseis guiados e minas costeiras. Especialistas apontam que o Irã tem transformado ilhas no Golfo em posições fortificadas, com túneis subterrâneos e arsenais prontos para resistir a ataques. A estratégia iraniana visa tornar qualquer desembarque americano o mais custoso e politicamente insustentável possível. O país sinalizou que pretende ampliar o conflito para toda a região do Golfo, elevando o custo político e econômico de uma intervenção americana.
Mobilização Popular e Controle Interno Intensificado
Paralelamente aos preparativos militares, o governo iraniano intensificou o controle interno e lançou a campanha “Janfada” (“Sacrifício”) para o recrutamento de voluntários. A Guarda Revolucionária afirma que a iniciativa inclui adolescentes a partir de 12 anos para funções de apoio. Analistas avaliam que, diante de uma invasão, o nacionalismo tende a prevalecer, unindo setores de uma sociedade marcada por divisões políticas, pois a integridade territorial é vista como uma linha vermelha para a maioria dos iranianos, independentemente de seu apoio ao regime.

