O Início de uma Trajetória Marcada por um Incidente
No auge de sua carreira, após o estrondoso sucesso do álbum “Thriller”, Michael Jackson aceitou um contrato milionário com a Pepsi para estrelar um comercial. A gravação, que simulava uma apresentação ao vivo em Los Angeles, planejada para impressionar milhares de fãs, tomou um rumo trágico quando um acidente com pirotecnia resultou em ferimentos graves para o cantor. Este evento, resgatado em detalhes pelo filme “Michael”, dirigido por Antoine Fuqua, é apontado como um possível gatilho para a dependência química que o acompanharia até sua morte em 2009, por overdose de analgésicos.
A Gravação que Virou Pesadelo
Em janeiro de 1985, Michael Jackson, então com 25 anos, encontrava-se no Shrine Auditorium para filmar o comercial. A cena previa que, após um salto e uma descida de escadas, um efeito pirotécnico criaria uma cortina de fumaça sobre ele. No entanto, durante a gravação, a ignição ocorreu prematuramente, quando Jackson estava muito próximo do dispositivo. Faíscas atingiram seus cabelos, e por alguns segundos, o astro não percebeu que estava em chamas. A equipe agiu rapidamente para apagar o fogo, batendo em sua cabeça, um momento de pânico que culminou com Jackson jogando-se no chão.
Sequelas Físicas e Psicológicas
O incidente deixou Michael Jackson com queimaduras de segundo e terceiro graus na cabeça, conforme relatou seu médico particular na época, Steven Hoefflin. O cantor precisou de tratamento intensivo e do uso de diversos medicamentos para controlar a dor e sedativos para conseguir dormir, um período que, segundo fontes próximas, foi crucial para o desenvolvimento de sua dependência em analgésicos. Para esconder as cicatrizes e a perda de cabelo em algumas áreas, Jackson passou por cirurgias e, mais tarde, recorreu ao uso de perucas.
Acordo e Legado
Após o acidente, a Pepsi e Michael Jackson chegaram a um acordo, resultando em uma indenização de US$ 1,5 milhão. O valor foi integralmente doado pelo artista ao Centro Médico Brotman, em Los Angeles, que, em reconhecimento, renomeou sua unidade de tratamento para queimados como Michael Jackson Burn Center. Apesar da tragédia, o Rei do Pop voltaria a colaborar com a marca de refrigerantes em campanhas publicitárias posteriores, mas as marcas deixadas pelo acidente de 1985 permaneceram como um capítulo doloroso e significativo em sua vida.

