Estado Crítico e Medo Familiar
A ativista iraniana Narges Mohammadi, laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2023, encontra-se em estado de saúde crítico e corre risco iminente de morte. Segundo comunicado divulgado pela Fundação Narges, a ativista sofreu um ataque cardíaco em março e, desde então, está sem acesso a tratamento médico adequado. Mohammadi já perdeu mais de 19 quilos e relata dores constantes no peito. Advogados que a visitaram recentemente descreveram seu estado como perigoso, com níveis de pressão arterial alarmantes e sem resposta a medicamentos.
Recusa de Tratamento Especializado
Apesar das recomendações médicas urgentes, as autoridades iranianas negaram os pedidos para suspender temporariamente a pena de Narges Mohammadi. Essa suspensão seria crucial para permitir que a ativista tivesse acesso a atendimento cardiológico especializado. A família expressa profundo desespero. “Todos os dias acordo com medo de receber a notícia da morte dela. Palavras não conseguem descrever a devastação que nossa família está sentindo. Isso não é mais apenas prisão, é uma morte em câmera lenta”, declarou Hamidreza Mohammadi, irmão da ativista, que teme pela vida dela.
Prisão e Luta por Direitos
Narges Mohammadi, de 53 anos, está presa desde dezembro de 2025, cumprindo pena por criticar o governo iraniano. Sua detenção mais recente faz parte de décadas de ativismo contra políticas repressivas, como o uso obrigatório do véu islâmico para mulheres e a pena de morte. Em fevereiro, ela foi sentenciada a sete anos e meio de prisão sob acusações de atentar contra a segurança nacional e fazer propaganda contra o regime. No mesmo mês, Mohammadi foi transferida sem aviso para a penitenciária de Zanjan, onde seu contato com a família foi severamente limitado, cenário agravado pelo conflito no Oriente Médio.
Histórico de Problemas Cardíacos
A ativista já sofria de problemas cardíacos antes de sua prisão atual, tendo passado por incidentes semelhantes em detenções anteriores. Em 2022, Mohammadi precisou passar por uma cirurgia de emergência devido a complicações de saúde. Seus apoiadores e familiares alertam que a falta de cuidados médicos adequados na prisão agrava ainda mais sua condição, colocando sua vida em risco.

