A Reinvenção de uma Heroína em ‘Três Graças’
Em um cenário televisivo onde a dicotomia entre mocinhas e vilãs raramente se altera, Sophie Charlotte, aos 36 anos, assume em ‘Três Graças’ um papel que desafia as convenções. Sua personagem na novela das nove da Globo, embora posicionada como heroína, exibe complexidades e atitudes que a afastam do arquétipo tradicional. Atos como o furto de uma obra de arte e a manipulação do namorado, justificados por um senso particular de justiça, pintam um retrato de personagem longe do idealizado.
Atriz Celebra a Modernidade e a Complexidade
Longe de se incomodar com as atitudes moralmente ambíguas de sua personagem, Sophie Charlotte expressa satisfação com a direção da trama. “Me sinto realizada em fazer parte de uma história mais moderna”, declara a atriz, que vê na complexidade da personagem um atrativo. Essa abordagem inovadora permite explorar novas facetas e questionamentos dentro do enredo, afastando-se de fórmulas batidas.
Um Desejo por Final Feliz
Apesar de abraçar a imprevisibilidade do roteiro e as reviravoltas que a personagem possa enfrentar, Sophie Charlotte revela um desejo pessoal para o desfecho de sua jornada na novela. “Quero um final feliz para ela, por que não?”, confessa, admitindo um anseio por uma conclusão positiva, mesmo que isso soe como um clichê dentro da narrativa.
Reportagem e Publicação
Esta matéria é baseada em informações da reportagem de Giovanna Fraguito e Nara Boechat, publicada na edição nº 2990 da revista VEJA, em 10 de abril de 2026.

