Mudança confirmada no comando da Cemig
O conselho de administração da Cemig oficializou a eleição de Alexandre Ramos como o novo presidente-executivo (CEO) da companhia. A decisão confirma notícias que circulavam nos bastidores do setor elétrico e da política mineira nas últimas semanas. O anúncio foi feito por meio de um fato relevante divulgado pela estatal mineira, encerrando a disputa pela sucessão de Reynaldo Passanezi Filho, cuja saída já estava programada para o final de abril.
Retorno de um nome experiente
Alexandre Ramos, engenheiro de carreira da própria Cemig, retoma a liderança da empresa após acumular experiências em posições estratégicas no setor elétrico nacional. Desde 2023, ele ocupava a presidência do conselho de administração da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), entidade fundamental para a operação do mercado de energia no Brasil. Sua volta ao comando da Cemig sinaliza a continuidade e o fortalecimento de sua atuação no setor.
Nomeação em meio a reconfiguração de governança
A nomeação de Ramos ocorre em um momento de significativa reconfiguração na governança da Cemig, que também tem sido marcada por disputas por assentos no conselho de administração. A escolha do novo CEO é vista como um movimento que consolida a influência de um nome alinhado com as diretrizes do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Nas últimas semanas, o ministro intensificou sua articulação política com o governo de Minas Gerais, demonstrando apoio ao governador em exercício Mateus Simões (PSD), o que foi interpretado como parte de um esforço para construir um consenso em torno da sucessão na Cemig.
Impacto no cenário político e setorial
A ascensão de Alexandre Ramos à presidência da Cemig é um indicativo das articulações políticas e setoriais que moldam o futuro da principal empresa de energia de Minas Gerais. A sua experiência na CCEE e seu alinhamento com figuras importantes do Ministério de Minas e Energia sugerem uma gestão focada na eficiência e na estratégia do setor elétrico brasileiro, em um contexto de importantes decisões para o futuro da companhia e do mercado de energia.

