Expectativa de resposta iraniana
Autoridades americanas demonstraram expectativa de que o Irã responda nesta quinta-feira à última proposta de acordo para um cessar-fogo definitivo no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou as negociações recentes, mediadas pelo Paquistão, como “muito boas”. O governo de Teerã anunciou que está analisando a proposta, descrita pela mídia dos EUA como um memorando com 14 pontos, que incluiria a abertura para discussões mais aprofundadas sobre o programa nuclear iraniano.
Divergências nas leituras das negociações
Em meio a uma pausa nos conflitos e a uma relativa calmaria nas operações ostensivas no Estreito de Ormuz, autoridades de ambos os países apresentaram interpretações distintas sobre o estágio atual das negociações. Trump declarou na quarta-feira que ocorreram conversas “muito boas nas últimas 24 horas” e que um acordo era “muito possível”. Por outro lado, a mídia estatal iraniana informou que a proposta estava sob análise, enquanto Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, criticou o documento, chamando-o de “lista de desejos americana”.
Detalhes da proposta e possíveis desdobramentos
Embora os termos não tenham sido divulgados oficialmente, o portal de notícias americano Axios detalhou que um documento de uma página, com 14 pontos, foi enviado aos iranianos. Segundo fontes americanas anônimas ouvidas pelo Wall Street Journal, caso Teerã aceite a proposta, as negociações poderiam ser retomadas já na próxima semana em Islamabad, capital do Paquistão, que atua como principal mediador. A República Islâmica teria demonstrado abertura para discutir seu programa nuclear, um dos focos de Trump, enquanto os EUA teriam exigido que Teerã aliviasse o controle sobre o Estreito de Ormuz.
Pontos de discórdia e próximos passos
Fontes americanas indicam que os EUA estariam dispostos a afrouxar o bloqueio a portos iranianos por 30 dias, em troca de novas conversas. No entanto, o futuro do urânio enriquecido pelo Irã acima do uso civil permanece um ponto de tensão. Discute-se a possível remoção da carga radioativa, mas Teerã ainda se opõe à transferência do material para os Estados Unidos. Outro ponto não solucionado é o papel do Irã na futura supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz.

