Tensões se intensificam com alegação de abate de drone
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou nesta terça-feira (26) ter abatido um drone americano modelo MQ-9, alegando que a aeronave invadiu o espaço aéreo iraniano. Segundo um comunicado divulgado pela mídia estatal, o Departamento de Relações Públicas da IRGC também afirmou ter repelido outras aeronaves americanas e emitiu um forte alerta contra novas violações do território iraniano ou dos termos do cessar-fogo.
Contexto de negociações e ataques defensivos
A alegação iraniana surge em um momento delicado, após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ter indicado que a negociação de um acordo com o Irã poderia levar alguns dias, diminuindo as expectativas de um fim iminente do conflito. Paralelamente, forças americanas realizaram o que descreveram como ataques defensivos no sul do Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã já havia sinalizado que, embora conclusões tivessem sido alcançadas em vários pontos de um possível memorando de entendimento de 14 pontos, isso não garantia um acordo rápido para encerrar a guerra de três meses.
Ataques de autodefesa e reações iranianas
Na noite de segunda-feira (26), militares dos Estados Unidos executaram o que chamaram de “ataques de autodefesa” contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas nas proximidades do Estreito de Ormuz. Veículos de comunicação estatais do Irã classificaram essas ações como uma violação do acordo de cessar-fogo vigente, em um contexto onde já ocorreram trocas de fogo entre as forças de Teerã e Washington durante o período de trégua.
Diplomacia em andamento e advertências de Trump
Os recentes ataques americanos ocorreram enquanto o principal negociador iraniano e o ministro das Relações Exteriores estavam em Doha, no Catar, para conversas com o primeiro-ministro catariano sobre um potencial acordo com os EUA para encerrar o conflito. Em paralelo, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou em sua rede social Truth Social na segunda-feira (25) que as negociações com o Irã estavam progredindo “bem”, mas advertiu que novos ataques ocorreriam caso as conversas fracassassem, enfatizando que “só haverá um Grande Acordo para todos ou nenhum acordo”.

