Itaú Vai Cortar Empréstimos Para Baixa Renda? Ceo Milton Maluhy Filho Esclarece Estratégia De Crédito Do Banco

Itaú vai cortar empréstimos para baixa renda? CEO Milton Maluhy Filho esclarece estratégia de crédito do banco

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Estratégia do Itaú para 2026: Foco em clientes com alta capacidade de pagamento

O Itaú Planeja manter a maior parte de suas concessões de crédito concentrada em seu público-alvo, com a meta de que ao menos 90% dos empréstimos sejam direcionados a esse grupo até o final de 2026. A informação foi divulgada pelo CEO Milton Maluhy Filho em entrevista coletiva. Essa estratégia tem sido fundamental para que o banco mantenha a menor taxa de inadimplência entre as grandes instituições financeiras do país, registrando 1,9% em um contexto de forte endividamento das famílias brasileiras.

Quem é o público-alvo do Itaú? Capacidade de pagamento acima da renda

Questionado sobre a definição de “público-alvo”, especialmente considerando que o Itaú é tradicionalmente associado a clientes de média e alta renda, Maluhy Filho explicou que o foco principal reside na capacidade de pagamento do consumidor, e não estritamente na sua faixa de renda. “A renda é, sim, um fator importante para a concessão de crédito, mas não é determinante. A capacidade de pagamento do cliente é o que define o apetite do banco”, afirmou o CEO.

Crédito para baixa renda: Aposentados e clientes do Itaú Digital no radar

Apesar da prioridade em clientes com maior poder aquisitivo, o CEO ressaltou que o banco não exclui completamente a baixa renda. “Também concedemos crédito para clientes resilientes da baixa renda, como aposentados do INSS. No próprio Itaú Digital, onde estão as rendas mais baixas, pelo menos 10 milhões de clientes são considerados target”, declarou Maluhy Filho. Ele também mencionou que clientes de média e alta renda podem deixar de ser considerados público-alvo caso apresentem inadimplência.

Resultados financeiros: Lucro e rentabilidade em alta no primeiro trimestre

A gestão eficiente da carteira de crédito e o controle da inadimplência refletem-se nos resultados financeiros do banco. No primeiro trimestre de 2026, o Itaú reportou um lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões, um aumento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A rentabilidade, medida pelo ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido), atingiu 24,8%, uma elevação de 2,3 pontos percentuais. Analistas de mercado veem esses resultados como sólidos, com potencial para manter o ritmo acelerado de pagamento de dividendos em 2026.

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